Sakamoto: Só um país que se perdeu declara guerra ao próprio povo

Ao comentar sobre a intervenção federal no Rio, o jornalista Leonardo Sakamoto afirmou que “quem morrerá nas batalhas não serão os ‘estrangeiros’, mas os brasileiros de comunidades pobres. E o histórico das ações das Forças Armadas em outros momentos de ocupação mostra que eles devem se preocupar”; “O governo sabe muito bem a estrada que pegou. Mas não tem ideia para onde ela vai levar. Pois só um país que se perdeu tem coragem (ou a estupidez) de declarar guerra ao próprio povo”

Ao comentar sobre a intervenção federal no Rio, o jornalista Leonardo Sakamoto afirmou que “quem morrerá nas batalhas não serão os ‘estrangeiros’, mas os brasileiros de comunidades pobres. E o histórico das ações das Forças Armadas em outros momentos de ocupação mostra que eles devem se preocupar”; “O governo sabe muito bem a estrada que pegou. Mas não tem ideia para onde ela vai levar. Pois só um país que se perdeu tem coragem (ou a estupidez) de declarar guerra ao próprio povo”
Ao comentar sobre a intervenção federal no Rio, o jornalista Leonardo Sakamoto afirmou que “quem morrerá nas batalhas não serão os ‘estrangeiros’, mas os brasileiros de comunidades pobres. E o histórico das ações das Forças Armadas em outros momentos de ocupação mostra que eles devem se preocupar”; “O governo sabe muito bem a estrada que pegou. Mas não tem ideia para onde ela vai levar. Pois só um país que se perdeu tem coragem (ou a estupidez) de declarar guerra ao próprio povo” (Foto: Leonardo Lucena)

247 – “Um governo com alta taxa de rejeição cria uma guerra contra um inimigo a fim de reunir apoio popular e distrair a sociedade de outros problemas internos”, diz o jornalista Leonardo Sakamoto.

De acordo com o blogueiro, “não dá para dizer que Michel Temer foi criativo com a intervenção federal sobre a área de segurança pública do Estado do Rio de Janeiro em meio ao iminente naufrágio da Reforma da Previdência, uma vez que essa tática tem sido sistematicamente usada por grupos no poder em várias partes do mundo”.

“Para se ter uma ideia do tamanho do clichê, filmes que reproduzem esse roteiro nem são mais indicados ao Oscar, tamanha falta de originalidade”, acrescentou.

“Entre as razões da violência urbana, encontra-se uma política fracassada de guerra às drogas que transforma comunidades em territórios a serem disputados para comércio e armazenamento de entorpecentes. Morrem moradores, policiais, traficantes, muitos deles pobres e negros”, continuou.

Sakamoto diz, que “quem morrerá nas batalhas não serão os ‘estrangeiros’, mas os brasileiros de comunidades pobres. E o histórico das ações das Forças Armadas em outros momentos de ocupação mostra que eles devem se preocupar”. “O governo sabe muito bem a estrada que pegou. Mas não tem ideia para onde ela vai levar. Pois só um país que se perdeu tem coragem (ou a estupidez) de declarar guerra ao próprio povo”.

Leia a íntegra no Blog do Sakamoto

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