Sem batalha cultural não há mudança, dizem jornalistas cubanos

Os jornalistas cubanos Sergio Alejandro Gómez, Deny Extremera e Irene Pérez afirmam que o que define e produz a mudança da realidade política e social é o embate cultural; os jornalistas participaram do 24º Encontro do Foro de São Paulo, que se realiza em Havana; eles destacaram a fala do cientista político Enrique Ubieta, para quem o imperialismo tem se aproveitado de sua hegemonia midiática para mentir com impunidade e impor o seu relato

Sem batalha cultural não há mudança, dizem jornalistas cubanos
Sem batalha cultural não há mudança, dizem jornalistas cubanos (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Os jornalistas cubanos Sergio Alejandro Gómez, Deny Extremera e Irene Pérez afirmam que o que define e produz a mudança da realidade política e social é o embate cultural. Os jornalistas participaram do 24º Encontro do Foro de São Paulo, que se realiza em Havana. Eles destacam a fala do cientista político Enrique Ubieta, para quem o imperialismo tem se aproveitado de sua hegemonia midiática para mentir com impunidade e impor o seu relato. 

"A cultura como terreno no qual se disputa uma batalha crucial entre a liberação e a alienação das mentes a nível global foi um dos mais importantes debates do segundo dia do 24º Encontro do Foro de São Paulo, que se realiza em Havana. O cientista político cubano Enrique Ubieta foi um dos que abordou o tema, e disse que o imperialismo aproveita sua hegemonia midiática para mentir com impunidade e impor o seu relato: 'não importa se o tempo, depois, faz com que parte da sociedade descubra as falsidades que foram difundidas, a mentira já terá alcançado o efeito desejado, deixando uma marca na consciência das massas'.

'Esta não é uma guerra estritamente de pensamentos, não é só uma batalha pela verdade, e sim uma disputa pela tomada de poder e sua conservação”, agregou. Entretanto, a guerra dos revolucionários deve sim ser uma guerra de pensamentos. “Porém, deve demonstrar aos potenciais leitores-espectadores-ouvintes que as mensagens que recebem são armadilhas que explodirão em suas mãos'. 'Esta é uma zona de guerra que os revolucionários não perceberam a tempo, nem no século passado, nem no presente. É a batalha cultural, que é provavelmente a mais difícil, e também é decisiva para o futuro da esquerda”, analisa Ubieta, que logo completa: “não existe uma sociedade nova sem uma cultura nova'."

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