Sem Lula, eleição não é apenas fraude, é incompreensível

A presença/ausência de Lula nas aferições e pesquisas eleitorais vai deixando um rastro de incompreensão e impaciência nos analistas das mídias tradicionais; diante deste cenário, o comportamento do eleitor tem sido cada vez mais migrar para o campo lulista, campo este em parte vitimizado com a prisão de Lula, fenômeno que, por sua vez, vem turbinando cada vez mais o nome do petista

Sem Lula, eleição não é apenas fraude, é incompreensível
Sem Lula, eleição não é apenas fraude, é incompreensível (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - A presença/ausência de Lula nas aferições e pesquisas eleitorais vai deixando um rastro de incompreensão e impaciência nos analistas das mídias tradicionais. Diante deste cenário, o comportamento do eleitor tem sido cada vez mais migrar para o campo lulista, campo este em parte vitimizado com a prisão de Lula que, por sua vez, vem turbinando eleitoralmente o nome do petista.

Esse fenômeno bastante simples de entender sofre um bloqueio editorial nas mídias tradicionais e a tônica das análises é de terra arrasada e incompreensão absoluta. Surgem termo novos como "bolhas eleitorais", "pulverização de nicho" e "letargia eleitoral", numa clara incapacidade técnica de resistir ao óbvio: sem Lula, o eleitorado se torna indócil e imprevisível. 

Leia trecho de matéria do UOL que acusa esse tipo de "ilusão interpretativa" com viés eleitoral:

"A nova pesquisa Datafolha sugere que candidatos e eleitores se concentram em bolhas cada vez mais isoladas a caminho da campanha. Presidenciáveis atraem grupos homogêneos em vez de expandir suas plataformas, empurrando a disputa para um cenário de segregação. A aglomeração do eleitorado em nichos aponta para o risco de divisões regionais e sociais ainda mais intensas do que a polarização entre PT e PSDB que marcou a política nos últimos 24 anos.

Jair Bolsonaro (PSL), por exemplo, tem os votos de 26% dos homens, mas é a opção de apenas 12% das mulheres. No Centro-Sul, o militar atinge 21%, contra 12% no Nordeste. Pontua 25% entre eleitores com curso superior, mas só 11% entre brasileiros com ensino fundamental. De outro lado, Lula (PT) atrai 38% dos eleitores de baixa renda e  s ó 23% da população mais rica. Bate 49% no Nordeste, mas se limita a 22% no Centro-Sul. O ex-presidente não deve ser candidato, mas os dados revelam o perfil do espólio petista. Acolhidos em seus times, eleitores de Bolsonaro e Lula são aqueles que mais rejeitam votar em outros candidatos. Também declaram voto nulo em proporções acima da média nas simulações de segundo turno que não incluem seus favoritos.

Leia ais aqui. 

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