Sidney Rezende: permanência de Parente passou a ser um problema

Para o jornalista Sidney Rezende, “radicais incutiram na cabeça de muitos brasileiros que governos de centro-esquerda nos levariam a uma venezuelização, onde prevaleceria o caos e o desabastecimento”; porém, "Temer e seus apoiadores assumiram o poder e, a poucos meses da eleição presidencial, o que se constata é que afundaram as bases econômicas"

Brasília - O presidente Michel Temer sanciona o Projeto de Lei que cria a Universidade Federal do Delta do Parnaíba e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Valter Campanato/Agência Brasil)
Brasília - O presidente Michel Temer sanciona o Projeto de Lei que cria a Universidade Federal do Delta do Parnaíba e a Universidade Federal do Agreste de Pernambuco (Valter Campanato/Agência Brasil) (Foto: Voney Malta)

247 – Para o jornalista Sidney Rezende, o Brasil assiste a uma perversa combinação do encontro de extremos ideológicos que só nos arrasta para o pior dos mundos, ao invés de ajudar a nos distanciarmos dele.

Leia a íntegra de seu artigo no blog SRzd a seguir:

A aposta na ‘venezuelização’ do Brasil é o maior erro da história recente

O Brasil assiste a uma perversa combinação do encontro de extremos ideológicos que só nos arrasta para o pior dos mundos, ao invés de ajudar a nos distanciarmos dele.

Radicais gestaram em suas cabeças e incutiram na de muitos brasileiros que os governos de centro-esquerda nos levariam a uma venezuelização, onde prevaleceria o caos e o desabastecimento. E, neste sentido, partiram para a perigosa marcha que atropelou a Constituição, arranhou o tecido social e abriu a panela de pressão que trouxe ódio entre irmãos.

Oportunistas, Michel Temer e seus apoiadores assumiram o poder e, a poucos meses da eleição presidencial de 2018, o que se constata é que afundaram as bases econômicas e, por inabilidade e incompetência natas, jogaram o país justamente no que eles acreditavam ser mais previsível sob o comando de cabeças petistas: desemprego e desabastecimento.

A Justiça e o Ministério Público, bafejados pela grande mídia, erraram ao perseguir e punir com mais rigor os ladrões de um lado só. Se é para limpar, que se fizesse de uma vez, e dentro da lei.

E, agora, com a paralisação dos caminhoneiros, cresceu o risco desta crise tirar o mínimo de tranquilidade necessária para o prosseguimento do calendário eleitoral de outubro. Pior, se induz parte da esquerda a acreditar que o “quanto pior” poderá ser o “melhor” para pretensões particulares. Não. O caos draga a todos e torna o futuro anda mais incerto. Em tempo: nesta crise, há um elemento estranho que se viu em 2013. Parece um revival.

A união cada vez mais real – por linhas tortas – de extremos é nitroglicerina pura. A partir desta perplexidade, tudo pode acontecer. Não é hora de porrete, por mais que isto pareça o provável; é hora de ações objetivas de quem no andar de cima ainda tem juízo e um mínimo de espírito público.

A permanência de Pedro Parente à frente da Petrobras passou a ser um grande problema. A política adotada para a administração do preço do combustível põe mais gasolina no impasse. Neste caso, neste momento, exige-se habilidade política tanto quanto competência de gestão econômica.

A dinamitização do diálogo com as centrais sindicais permitiu a ascensão de figuras mesquinhas que a mídia, incompetente, dá voz a quem não mereceria um segundo sequer de espaço.

A proliferação de anônimos lançadores de chamas na internet e grupos criminosos contumazes autores de fake news é um elemento de difícil combate. Mas é preciso enfrentá-los. Estes grupos apostam na confusão.

A Venezuela está logo ali."

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