Silvio Almeida: o que deveria ser "inegociável" para a Folha é o respeito aos negros

O advogado e professor desmonta a resposta da direção da Folha de S. Paulo a um abaixo-assinado de jornalistas contra artigo racista publicado pelo jornal

www.brasil247.com - Silvio Almeida
Silvio Almeida (Foto: Reprodução | Felipe L. Gonçalves/Brasil247)


247 - O advogado e professor Silvio Almeida, em artigo publicado na Folha de S. Paulo nesta quinta-feira (20), desmonta a resposta dada pela direção da própria Folha ao abaixo-assinado de jornalistas contra um artigo racista publicado pelo jornal.

Os jornalistas criticaram a abertura de espaço para racistas. A direção do veículo afirmou serem "inegociáveis" a pluralidade e a liberdade de expressão. "O preocupante é o teor do texto, que vai contra um dos pontos basilares e inegociáveis do Projeto Folha: a pluralidade e a defesa intransigente da liberdade de expressão".

Almeida rebate: "triste do jornal que considera que um manifesto antirracista fere seus princípios basilares, enquanto textos como os de Risério, Narloch e Magnoli, não. O uso da palavra 'inegociável' agrava o tom ameaçador, porque aponta para uma total falta de abertura para o diálogo. O que deveria ser 'inegociável' para a Folha é o respeito à dignidade da população negra deste país. Como muito bem lembraram os jornalistas que assinaram o manifesto, a Folha não costuma publicar conteúdos que negam ou relativizam o Holocausto".

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Para ele, o jornal trilha um caminho "suicidário".

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"Em seu centenário e em um momento em que estamos sob um governo que ataca o jornalismo a todo instante a Folha irá se voltar contra jornalistas que ousaram defender o que é justo? Seria o maior suicídio reputacional da história da imprensa. Com a palavra, a Folha de S.Paulo", provoca o advogado.

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