Só o Judiciário salva o governo Temer

"Temer apresenta-se a um Congresso que tem metade de seus integrantes na condição de atuais e virtuais réus do Supremo Tribunal Federal como um presidente que tem força junto ao Supremo. Esta condição lhe é assegurada pela existência do foro privilegiado. Daí porque sua manutenção se transformou em uma questão de Estado. De que adianta para Michel Temer a costura minuciosa de maioria no Supremo se sua base parlamentar estiver ao alcance de Moros, Bretas ou Vallisneys? Foro privilegiado mantém presidente como fiador", analisa a a jornalista Maria Cristina Fernandes

Gilmar Mendes e Michel Temer
Gilmar Mendes e Michel Temer (Foto: Giuliana Miranda)

247 - "Michel Temer perdeu seus mais próximos colaboradores na mesma velocidade com a qual montou a principal âncora do governo, a maioria no Supremo Tribunal Federal. Por isso, a profusão de acusações mútuas de atuais e ex-colaboradores escancara o conluio da tripulação que assumiu o leme em abril do ano passado, mas não revela uma nau à deriva", analisa a jornalista Maria Cristina Fernandes em sua coluna no Valor. 

"Temer apresenta-se a um Congresso que tem metade de seus integrantes na condição de atuais e virtuais réus do Supremo Tribunal Federal como um presidente que tem força junto à Corte. Esta condição lhe é assegurada pela existência do foro privilegiado. Daí porque sua manutenção se transformou em uma questão de Estado. De que adianta para Michel Temer a costura minuciosa de maioria no Supremo se sua base parlamentar estiver ao alcance de Moros, Bretas ou Vallisneys?

Foro privilegiado mantém presidente como fiador.

Duas entrevistas, no carnaval do fora-Temer, escancararam a importância estratégica do foro para o mandato presidencial. Um atual e um ex-ministro do STF revezaram-se na missão, desprovida de sutilezas, em depoimentos a Rafael Moraes, Breno Pires e Alexandra Martins ("O Estado de S.Paulo")."

 

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