Temer torrou R$ 110 mi em propaganda na mídia golpista para promover reforma que não fez

Michel Temer não reformou a Previdência, mas comprou o apoio de vários veículos de comunicação alinhados ao golpe, desde que chegou ao poder; ao todo, ele gastou R$ 110 milhões para promover a reforma da Previdência – e boa parte disso depois que a reforma já estava moribunda; com isso, ele ajudou a evitar também sua queda, após ser denunciado como corrupto e chefe de quadrilha pela procuradoria-geral da República

Brazil's President Michel Temer attends a ceremony to deliver the Order of Aeronautical Merit medals, in Brasilia, Brazil, October 23, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino
Brazil's President Michel Temer attends a ceremony to deliver the Order of Aeronautical Merit medals, in Brasilia, Brazil, October 23, 2017. REUTERS/Ueslei Marcelino (Foto: Leonardo Attuch)

247 – Michel Temer não reformou a Previdência, mas comprou o apoio de vários veículos de comunicação alinhados ao golpe, desde que chegou ao poder. Ao todo, ele gastou R$ 110 milhões para promover a reforma da Previdência – e boa parte disso depois que a reforma já estava moribunda. Com isso, ele ajudou a evitar também sua queda, após ser denunciado como corrupto e chefe de quadrilha pela procuradoria-geral da República. Para piorar, ele também ampliou o rombo da Previdência, uma vez que sua reforma trabalhista eliminou empregos formais e, por consequência, minou a arrecadação previdenciária. 

"Michel Temer (MDB) gastou, entre janeiro de 2017 e fevereiro de 2018, quase R$ 110 milhões em publicidade na fracassada tentativa de aprovar a reforma da Previdência. Os gastos com campanhas sobre a reforma somam exatos R$ 109.973.552,84 em 14 meses. Foram mais de 2,3 mil pagamentos únicos que variaram entre R$ 57,71 e R$ 7,5 milhões, segundo dados obtidos pelo Congresso em Foco via Lei de Acesso à Informação. O gasto é prerrogativa do governo. Considerada a principal pauta governista em 2017, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 287/2016 naufragou oficialmente após o carnaval deste ano, com o decreto de intervenção federal no Rio de Janeiro. A intervenção foi decretada em 16 de fevereiro. Mesmo assim, o governo gastou R$ 4,8 milhões com material publicitário sobre a reforma só naquele mês", informa Isabela Macedo, no Congresso em Foco.

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