Temer vive seus 15 minutos de paz, diz George Marques

"O judiciário está de férias e o conteúdo da bombástica delação da Odebrecht vai atrasar. Mas é um atraso temporário, rapidamente vai passar", prevê o jornalista de Brasília; para ele, a delação da Odebrecht "tem potencial" para derrubar Temer; "Por isso há no governo dois sentimentos: o medo e a pressa. A pressa para entregar rapidamente as reformas pretendidas e o medo que a delação da Odebrecht derrube as pernas do governo", diz ele

"O judiciário está de férias e o conteúdo da bombástica delação da Odebrecht vai atrasar. Mas é um atraso temporário, rapidamente vai passar", prevê o jornalista de Brasília; para ele, a delação da Odebrecht "tem potencial" para derrubar Temer; "Por isso há no governo dois sentimentos: o medo e a pressa. A pressa para entregar rapidamente as reformas pretendidas e o medo que a delação da Odebrecht derrube as pernas do governo", diz ele
"O judiciário está de férias e o conteúdo da bombástica delação da Odebrecht vai atrasar. Mas é um atraso temporário, rapidamente vai passar", prevê o jornalista de Brasília; para ele, a delação da Odebrecht "tem potencial" para derrubar Temer; "Por isso há no governo dois sentimentos: o medo e a pressa. A pressa para entregar rapidamente as reformas pretendidas e o medo que a delação da Odebrecht derrube as pernas do governo", diz ele (Foto: Gisele Federicce)

Por George Marques, em seu Facebook - É sabido no mundo político de Brasília que Temer vive uma trégua temporária e regozija-se de seus 15 minutos de paz. O judiciário está de férias e conteúdo da bombástica delação da Odebrecht vai atrasar. Mas é um atraso temporário, rapidamente vai passar.

Na primeira das 77 delações, Temer foi citado 43 vezes em situações pra lá de embaraçosas. Relator da Lava-Jato, o ministro do Supremo Teori Zavascki se foi num trágico acidente, mas deixando um legado de rapidez e urgência na luta contra a corrupção.

O presidencialismo de coalizão que sustenta Temer é formado por: 1) tripé sociedade; 2) tripé economia; 3) tripé político. Sem apoio popular, Temer foi capturado pelo tripé político (tem maioria de votos no Congresso) e pelo tripé econômico (tem o apoio do empresariado). O investimento que foi feito para Dilma deixar o governo é para que Temer entregue as reformas que estão aí, postas em votação na agenda do Congresso.

No entanto, a delação da Odebrecht tem potencial para derrubar o tripé 2 ou 3 de Temer, o que, potencialmente levaria a sua queda. Já ao final de seu governo, a ex-presidente Dilma Rousseff já não contava com nenhum tripé para sustentá-la.

Por isso há no governo dois sentimentos: o medo e a pressa. A pressa para entregar rapidamente as reformas pretendidas [PEC dos 20 anos já passou, mas tem outras mais 🤔]. E o medo que a delação da Odebrecht derrube as pernas do governo no meio do caminho. Um governo trôpego, mas com rumo certo para fortalecer o poder econômico.

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