Tereza Cruvinel fala sobre o retrato passageiro de Bolsonaro

Jornalista Tereza Cruvinel afirma em sua coluna no Jornal do Brasil que, "se ninguém, por ora", tira o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) do segundo turno, "ele perde para todos no confronto final. Este, porém, é o retrato de um momento em que breve já terá passado. A disposição do eleitorado foi bem explorada mas algumas merecem maior realce"

Tereza Cruvinel fala sobre o retrato passageiro de Bolsonaro
Tereza Cruvinel fala sobre o retrato passageiro de Bolsonaro (Foto: Dir.: Fabio Pozzebom - ABR)

247 - Jornalista Tereza Cruvinel afirma em sua coluna no Jornal do Brasil que, "se ninguém, por ora", tira o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) do segundo turno, "ele perde para todos no confronto final.  Este, porém, é o retrato de um momento em que breve já terá passado. A disposição do eleitorado foi bem explorada mas algumas merecem maior realce".

Ao comentar sobre a situação de Marina Silva (Rede) nas pesquisas sem a presença do ex-presidente Lula, a jornalista diz que o "isolamento" da ex-senadora "no segundo lugar decorre de uma migração natural de eleitores lulistas para ela. Quando perguntados em quem votariam caso Lula não possa concorrer, 17% dizem que em Haddad e 10%, nela". "O novo potencial exibido por Marina já chamou a atenção do PT, e também a de Bolsonaro, que a elegeu nas redes sociais como seu alvo.   Não por acaso ela também o confrontou com garra no debate da RedeTV, e deve ter crescido com isso".

 "A estratégia eleitoral do PT, aos trancos e barrancos, avança. Quanto mais forte estiver Lula, maiores as chances da transferência.  A grande incógnita é sobre qual a fração de seu arsenal de votos Lula conseguirá transferir ao substituto", continua. "Parece existir no Brasil uma pergunta interditada: o que leva 39% dos eleitores a manifestar o desejo de votar num candidato que está preso e dificilmente poderá concorrer?", questiona a jornalista, dizendo que "quando, mais tarde, buscarem a resposta, os cientistas sociais talvez concluam que a teimosia foi uma resposta ao impeachment e à prisão de Lula, entre outras feitiçarias, por parte dos que engoliram em seco, não foram as ruas e deixaram o acerto para a hora do voto".

Leia a íntegra do Jornal do Brasil

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