Tijolaço: Aécio, finalmente 'virá ao caso', Dr Janot?

'Hexadenunciado, será que o rapaz terá de responder sobre alguma coisa? Ou vai ser “arquivado” de novo?', questiona Fernando Brito, do blog Tijolaço; ele ressalta que, embora pela quinta vez Aécio Neves tenha sido citado como recebedor de “propina de Furnas”, diz a Folha que o que vai pegar é uma suposta manipulação da CPI dos Correios, para que o Banco Rural “ajeitasse” extratos bancários; "Se os meios de comunicação dessem às acusações a Aécio 5% do destaque das que dão a Lula, o senador mineiro não teria saído correndo do ato dos coxinhas, domingo, na paulista, sob vaias", acrescenta

Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Em pronunciamento, senador Aécio Neves (PSDB-MG). Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado (Foto: Roberta Namour)

Por Fernando Brito

Publica a Folha, agora à noite:

O senador Aécio Neves (PSDB-MG) deve passar a ser investigado formalmente na Operação Lava Jato depois de ter sido acusado de receber propina na delação premiada do senador Delcídio do Amaral.

Hexadenunciado, será que o rapaz terá de responder sobre alguma coisa?

Ou vai ser “arquivado” de novo?

Embora pela quinta vez Aécio tenha sido citado como recebedor de “propina de Furnas, empresa de economia mista subsidiária da Eletrobras”, diz a Folha que o que vai pegar é uma suposta manipulação da CPI de Furnas, para que o Banco Rural “ajeitasse” extratos bancários.

Se os meios de comunicação dessem às acusações a Aécio 5% do destaque das que dão a Lula, o senador mineiro não teria saído correndo do ato dos coxinhas, domingo, na paulista, sob vaias.

Teria saído de maca, sob escolta policial.

O problema é que o golpismo de Aécio e do PSDB não permitiram, até agora, a percepção de que também eles serão engolidos pela avalanche linchatória.

Há jeito de esconder muito, mas não de esconder tudo.

Engana-se Aécio se crê que a mídia lhe dará cobertura total.

Ela se preserva e, se não der para segurá-lo, ela o joga ao mar.

Não é indispensável, é útil.

Se não for, resta o Alckimin.

Ou o Serra.

Ou o Moro.

Ou, até, o Bolsonaro, em último caso.

Pois não lhe serviu o Collor, em 89?

Os “meninos da direita” são descartáveis, em um ano constroem um novo.

Tem vários na fila, esperando pelo lugar.

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