Tijolaço aponta o “crepúsculo dos canalhas”

"Com Lula afastado da disputa, contam que se elegerá um 'presidente de mercado' que, espertamente, deixará que se aprove a reforma, livrando-se dos ônus e deixando à obra de resgate da biografia de Michel Temer, o troféu de ter feito o que queriam os homens do dinheiro. Claro, com o voto dos não reeleitos, perto da metade dos atuais deputados", escreve Fernando Brito, editor do Tijolaço

"Com Lula afastado da disputa, contam que se elegerá um 'presidente de mercado' que, espertamente, deixará que se aprove a reforma, livrando-se dos ônus e deixando à obra de resgate da biografia de Michel Temer, o troféu de ter feito o que queriam os homens do dinheiro. Claro, com o voto dos não reeleitos, perto da metade dos atuais deputados", escreve Fernando Brito, editor do Tijolaço
"Com Lula afastado da disputa, contam que se elegerá um 'presidente de mercado' que, espertamente, deixará que se aprove a reforma, livrando-se dos ônus e deixando à obra de resgate da biografia de Michel Temer, o troféu de ter feito o que queriam os homens do dinheiro. Claro, com o voto dos não reeleitos, perto da metade dos atuais deputados", escreve Fernando Brito, editor do Tijolaço (Foto: Leonardo Lucena)
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Por Fernando Brito, do Tijolaço - Igor Gielow, na Folha, diz que há, no "governismo de mercado" um plano B para a aprovação da reforma da Previdência: esperar novembro e, depois que os brasileiros derem o seu voto, os deputados em final de mandato usarem, afinal, os seus punhais.

Não é, a rigor, novidade. Sarney e Funaro esperaram a enxurrada de votos do PMDB com o Plano Cruzado para, seis dias depois, acabarem com o "congelamento de preços", que vazava ágio por todo lado. Anos depois, Fernando Henrique reelegeu-se com o slogan "um real é igual a um dólar" para, um mês depois, assistir à maxidesvalorização da moeda, que gerou o caso Cacciola, o único que pagou por aquilo.

É que não passa na cabeça desta gente o que venha a ser legitimidade, apenas o que é esperteza.

Com Lula afastado da disputa, contam que se elegerá um "presidente de mercado" que, espertamente, deixará que se aprove a reforma, livrando-se dos ônus e deixando à obra de resgate da biografia de Michel Temer, o troféu de ter feito o que queriam os homens do dinheiro.

Claro, com o voto dos não reeleitos, perto da metade dos atuais deputados:

Nesse lago de 230 nomes, o governo precisaria pescar os 50 votos que, segundo suas contas, faltam para atingir os 308 necessários para aprovar a reforma em primeira votação, escreve Gielow.

Talvez fosse melhor, em lugar de lago, chamá-lo de pântano e talvez o leitor e a leitora queiram imaginar com que iscas se atrairiam os peixes mortos.

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