Tijolaço: economia é feita de fatos, não de declarações de otimismo

"Dizer, como disse Michel Temer que '2017 é o ano em que venceremos a crise', neste momento, tem o mesmo sentido daquele '2010, o ano em que faremos contato' que fez sucesso nos cinemas. É, por enquanto, mera ficção, porque não dá nem dados na realidade a afirmar isso quanto não há políticas de expansão dos investimentos", afirma Fernando Brito, do Tijolaço; "Diziam os antigos que, de boas intenções, o inferno está cheio. Talvez seja por isso que ouvimos, das vozes que o habitam, tantas declarações de otimismo e de lá só venham gestos que desmontam, a cada dia, a economia desta País"

"Dizer, como disse Michel Temer que '2017 é o ano em que venceremos a crise', neste momento, tem o mesmo sentido daquele '2010, o ano em que faremos contato' que fez sucesso nos cinemas. É, por enquanto, mera ficção, porque não dá nem dados na realidade a afirmar isso quanto não há políticas de expansão dos investimentos", afirma Fernando Brito, do Tijolaço; "Diziam os antigos que, de boas intenções, o inferno está cheio. Talvez seja por isso que ouvimos, das vozes que o habitam, tantas declarações de otimismo e de lá só venham gestos que desmontam, a cada dia, a economia desta País"
"Dizer, como disse Michel Temer que '2017 é o ano em que venceremos a crise', neste momento, tem o mesmo sentido daquele '2010, o ano em que faremos contato' que fez sucesso nos cinemas. É, por enquanto, mera ficção, porque não dá nem dados na realidade a afirmar isso quanto não há políticas de expansão dos investimentos", afirma Fernando Brito, do Tijolaço; "Diziam os antigos que, de boas intenções, o inferno está cheio. Talvez seja por isso que ouvimos, das vozes que o habitam, tantas declarações de otimismo e de lá só venham gestos que desmontam, a cada dia, a economia desta País" (Foto: Leonardo Lucena)

Por Fernando Brito, do Tijolaço - As decisões econômicas, nas empresas, não são tomadas com um estalar de dedos.

Comprar ou alugar máquinas, alugar espaços para produção ou comercialização. Contratar  pessoas são atos que se toma só quando há indicadores objetivos de que isso se justifica economicamente.

O texto da ótima repórter Márcia Chiara, hoje, no Estadão, mostra, do lado empresarial, o mesmo que a publicada ontem sobre o esvaziamento da Rua 25 de Março, em São Paulo, revelava do lado do consumo.

Dois milhões e meio de metros quadrados de galpões vazios , comparados por ela com 300 Maracanãs, revelam o grau de ociosidade das empresas, industriais e comerciais.

Estocar matéria prima ou produto acabado para quê?

Como diz, na reportagem, o empresário José Antonio Abdalla, dono de uma área à venda na Rodovia dos Bandeirantes: “Ninguém paga ninguém e investimento, nem pensar.”

Dizer, como disse ontem Michel Temer que “2017 é o ano em que venceremos a crise”, neste momento, tem o mesmo sentido daquele “2010, o ano em que faremos contato” que fez sucesso nos cinemas.

É, por enquanto, mera ficção, porque não dá nem dados na realidade a afirmar isso quanto não há políticas de expansão dos investimentos.

Ao contrário, as que existem são de retração brutal. O pinga-pinga dos saques de FGTS vai direto para os bancos e – embora necessário – a redução dos juros do crédito rotativo dos cartões de crédito vai afrouxar a corda no pescoço apenas de gente de baixa renda que se pendurou na armadilha de plástico.

Efeito macroeconômico zero.

O refinanciamento de dívidas é outro arranjo, mais do mesmo, que vem sendo feito de dois em dois anos, porque não se tem a coragem – por argumentos moralistas absolutamente idiotas – de anular as pequenas dívidas e esvaziar metade da multidão de esqueletos – quatro milhões de devedores  do Fisco que torna indeficiente a Receita e é um maná dos céus para os grandes devedores.

Diziam os antigos que, de boas intenções, o inferno está cheio.

Talvez seja por isso que ouvimos, das vozes que o habitam, tantas declarações de otimismo e de lá só venham gestos que desmontam, a cada dia, a economia desta país.

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