Tijolaço: força de Bolsonaro nas redes não se materializou na coleta de assinaturas para novo partido

Problemas de dupla filiação e de coleta improvisada começam a inviabilizar a criação do Aliança pelo Brasil, novo partido de Bolsonaro, diz Fernando Brito, editor do blog Tijolaço

(Foto: Reprodução | Antonio Cruz/ Agência Brasil)
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Por Fernando Brito, do blog Tijolaço - O Supremo Tribunal Federal julga, em duas semanas, uma ação na qual os advogados da tal ‘Aliança pelo Brasil’ de Jair Bolsonaro apostam para reverter a taxa, até agora, de 70% de rejeição das fichas de apoiamento que apresentaram.

De 11 mil, apenas 3.100 foram aceitas e, segundo a própria advogada da Aliança, Karina Kufa, a razão é o fato e que os signatários já têm algum filiação a outro partido, limitação que a a ação direta de inconstitucionalidade que está na pauta do STF quer derrubar.

Dificilmente conseguirão, porque a ação, proposta pelo Pros, só teve um voto favorável no exame de seu pedido de cautelar, já julgado.

E ainda que o consigam, vai para a conta das missões impossíveis que arrebanhem as 492 mil assinaturas necessárias.

O ‘jairzinhos’ candidatos vão sair mesmo candidatos por uma série de partidos nanicos e pelo Podemos, enquanto ainda dura o casamento entre Sergio Moro e o ex-capitão.

Parece que a força dos milhões de seguidores de Bolsonaro nas redes sociais (seis milhões no Twitter, 10 milhões no Facebook e 15 milhões no Instagram) não se reproduziu quando os nomes foram levados a cartório.

Afinal, é um exército que já deveria ter números muito maiores, depois de dois meses de coleta de assinaturas.

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