Tijolaço: Janot tem que explicar por que recusa delação contra Temer

"O Procurador Geral da república, Rodrigo Janot, está desafiado a explicar porque seu representantes na negociação da delação premiada do empreiteiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da construtora Engevix, atualmente preso em Curitiba estão se recusando a firmar um acordo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Se o Dr. Janot não der explicações convincentes, vai parecer aos leigos que ele colocou sua permanência no cargo, diante das ameaças de impeachment que existem no Senado, num 'acordão' com o Governo Temer"

"O Procurador Geral da república, Rodrigo Janot, está desafiado a explicar porque seu representantes na negociação da delação premiada do empreiteiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da construtora Engevix, atualmente preso em Curitiba estão se recusando a firmar um acordo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Se o Dr. Janot não der explicações convincentes, vai parecer aos leigos que ele colocou sua permanência no cargo, diante das ameaças de impeachment que existem no Senado, num 'acordão' com o Governo Temer"
"O Procurador Geral da república, Rodrigo Janot, está desafiado a explicar porque seu representantes na negociação da delação premiada do empreiteiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da construtora Engevix, atualmente preso em Curitiba estão se recusando a firmar um acordo", diz Fernando Brito, editor do Tijolaço; "Se o Dr. Janot não der explicações convincentes, vai parecer aos leigos que ele colocou sua permanência no cargo, diante das ameaças de impeachment que existem no Senado, num 'acordão' com o Governo Temer" (Foto: Leonardo Attuch)

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

O Procurador Geral da república, Rodrigo Janot, está desafiado a explicar porque seu representantes na negociação da delação premiada do empreiteiro José Antunes Sobrinho, um dos donos da construtora Engevix, atualmente preso em Curitibaestão se recusando a firmar um acordo.

Ou, do contrário, processar a revista Época, do grupo Globo.

Porque a reviste relata, com todas as letras, que Antunes quer firmar um acordo de delação premiada – igual ao que o MP já fez, por muito menos, com 60 pessoas – para dar detalhes de como “supriu as necessidades” de R$ 1 milhão do atual presidente em exercício, Michel Temer, através da de uma subcontratação, nas obras da usina nuclear de Angra 3, com o fim de dar cobertura à Argeplan, empresa do Coronel da PM paulista João Baptista Lima Filho .

Antunes tem detalhes, inclusive duas reuniões com a presença de Temer, sobre como a empresa de Lima, descrita pela revista como habilitada apenas a “reformar telhados e cuidar de pequenos projetos arquitetônicos” sem experiência alguma com energia nuclear, abocanhou um contrato de R$ 162 milhões.

O que há, Dr. Janot?

Se é mentira, que o senhor venha desmentir publicamente.

Se é verdade, que o senhor assuma o caso pessoalmente, porque é mais grave do que qualquer um que já tenha sido colocado diante da Procuradoria Geral da República.

A revista diz que a resistência a fazer o acordo é tão grande que seus advogados “passaram a divulgar que o empresário desistiu do acordo de delação depois de a proposta ter sido recusada pelo procurador-geral da República. Na realidade, Antunes continua desesperado por um acordo. Tão desesperado que sua filha, Marianne, abordou um dos procuradores em um restaurante de Curitiba e implorou para que ele aceitasse a proposta do pai.”

Se o Dr. Janot não der explicações convincentes, vai parecer aos leigos que ele colocou sua permanência no cargo, diante das ameaças de impeachment que existem no Senado, num “acordão” com o Governo Temer.

Se o PT não fosse tão bisonho, estaria, a esta altura, apresentando uma convocação no Senado para Janot dar explicações.

O que a Época publica, se não for contestado, é motivo mais que suficiente para o seu afastamento do cargo.

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