Tijolaço: TV Cultura tucana virou circo fascista

"Não é democrático dar a facínoras mentais espaços para pregar mutilações. Infelizmente é o que fez uma TV que não tem mais o direito de usar 'Cultura' em seu nome", diz o jornalista Fernando Brito sobre o espetáculo de antijornalismo que foi a "entrevista" da pré-candidata do PCdoB à Presidência, Manuela D'Ávila 

"Não é democrático dar a facínoras mentais espaços para pregar mutilações. Infelizmente é o que fez uma TV que não tem mais o direito de usar 'Cultura' em seu nome", diz o jornalista Fernando Brito sobre o espetáculo de antijornalismo que foi a "entrevista" da pré-candidata do PCdoB à Presidência, Manuela D'Ávila 
"Não é democrático dar a facínoras mentais espaços para pregar mutilações. Infelizmente é o que fez uma TV que não tem mais o direito de usar 'Cultura' em seu nome", diz o jornalista Fernando Brito sobre o espetáculo de antijornalismo que foi a "entrevista" da pré-candidata do PCdoB à Presidência, Manuela D'Ávila  (Foto: Aquiles Lins)

Por Fernando Brito, do TiVi apenas trechos da entrevista de Manuela D’Ávila no Roda Viva, da TV “Cultura” de São Paulo. Li outros, o que é menos vomitivo que assistir um espetáculo armado de antijornalismo.

Ricardo Lessa, que conheci ainda nos tempos de faculdade, foi tão pouco jornalístico a insistir em perguntas sobre Stálin ou Mao-Tsé-Tung quanto seria a questionar um bispo ou o papa Francisco sobre os inquisidores da Idade Média.

Suceder a Augusto Nunes já é duro; dar-lhe continuidade é ainda mais.

Mas foi ainda pior.

Convidar um coordenador de campanha de Jair Bolsonaro para ser “entrevistador” é uma baixaria que desonra todo aquele que, ciente disso, aceitou participar do espetáculo.

O resultado foi um programa misógino, agressivo e grosseiro.

Ricerdo Kotscho diz muito bem em seu Balaio que  o programa “desceu ao grau mais baixo do jornalismo de sarjeta”.

Não consegui passar do tal “Bolsominion” já bem adulto repetindo à exaustão uma suposta questão sobre “castração química”.

Decerto na mesma linha do seu candidato, que fez convites a grupos de extermínio para que viessem da Bahia para o Rio de Janeiro fazer suas matanças.

Não é democrático dar a facínoras mentais espaços para pregar mutilações.

Infelizmente é o que fez uma TV que não tem mais o direito de usar “Cultura” em seu nome.

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