Toledo: Temer chafurda publicamente e busca ganhar tempo

Colunista José Roberto de Toledo criticou nesta segunda-feira, 22, as artimanhas de Michel Temer para ganhar sobrevida política depois das revelações da JBS de que praticou crimes de corrupção, associação criminosa e obstrução da Justiça; "Conseguirá um governo em decomposição convencer o Congresso a votar e aprovar as reformas que faltam antes de ele apodrecer completamente? Haja formol. E dinheiro", diz Toledo; "Se Temer não demonstrar já capacidade de reação e força no Congresso, quem ainda o apoia perceberá que sua permanência implicará uma batalha mais demorada e custosa do que sua saída. Aí não haverá churrasco ou feijoada palaciana que não acabe em indigestão"

Colunista José Roberto de Toledo criticou nesta segunda-feira, 22, as artimanhas de Michel Temer para ganhar sobrevida política depois das revelações da JBS de que praticou crimes de corrupção, associação criminosa e obstrução da Justiça; "Conseguirá um governo em decomposição convencer o Congresso a votar e aprovar as reformas que faltam antes de ele apodrecer completamente? Haja formol. E dinheiro", diz Toledo; "Se Temer não demonstrar já capacidade de reação e força no Congresso, quem ainda o apoia perceberá que sua permanência implicará uma batalha mais demorada e custosa do que sua saída. Aí não haverá churrasco ou feijoada palaciana que não acabe em indigestão"
Colunista José Roberto de Toledo criticou nesta segunda-feira, 22, as artimanhas de Michel Temer para ganhar sobrevida política depois das revelações da JBS de que praticou crimes de corrupção, associação criminosa e obstrução da Justiça; "Conseguirá um governo em decomposição convencer o Congresso a votar e aprovar as reformas que faltam antes de ele apodrecer completamente? Haja formol. E dinheiro", diz Toledo; "Se Temer não demonstrar já capacidade de reação e força no Congresso, quem ainda o apoia perceberá que sua permanência implicará uma batalha mais demorada e custosa do que sua saída. Aí não haverá churrasco ou feijoada palaciana que não acabe em indigestão" (Foto: Aquiles Lins)

247 - O colunista José Roberto de Toledo criticou nesta segunda-feira, 22, as artimanhas de Michel Temer para ganhar sobrevida política depois das revelações da JBS de que praticou crimes de corrupção, associação criminosa e obstrução da Justiça. "Quando um governo chafurda tão publicamente quanto o de Temer só lhe resta a renúncia ou ganhar tempo. O presidente tenta reagir embaraçando", diz Toledo.

O colunista do Estado de S. Paulo também critica quem defende a permanência de Michel Temer, como o jornalista Elio Gaspari, em nome de uma suposta retomada econômica."Na narrativa criada pelos spin doctors temerários, a escolha indireta do sucessor de Temer não teria aceitação popular, e a eleição direta seria disruptiva, pois só pode dar em Lula ou em um aventureiro anti-establishment. Em ambos os casos, o Brasil navegaria em círculos, as reformas seriam revertidas e a recuperação econômica seria adiada indefinidamente. Logo, melhor deixar o nó lá, amarrando o leme à frente. Com Temer junto", afirma. 

"Essa versão trata como certeza a hipótese de que, com Temer, a economia crescerá rapidamente. Falta demonstrá-la. Nem é preciso entrar no cipoal dos indicadores contraditórios, da confiança empresarial que cresce junto com os recordes de desemprego. Há uma questão anterior: conseguirá um governo em decomposição convencer o Congresso a votar e aprovar as reformas que faltam antes de ele apodrecer completamente? Haja formol. E dinheiro", acrescenta Toledo. 

Com um governo morimbundo, que já gastou cerca de R$ 160 bilhões em isenções, perdões, inclusões e refinanciamentos para os lobbies dos grupos de pressão, em troca de apoio às reformas, agora com as revelações da JBS, o custo político para Michel Temer disparou. "Quanto vai custar agora, depois de as gravações e malas de dinheiro inundarem o noticiário e as timelines? Mais importante: quem vai pagar a fatura? Se as reformas já eram impopulares antes do escândalo, tentar colocá-las em votação nessa conjuntura custará muito mais caro, pois o risco de se alinhar ao governo para aprová-las estará multiplicado muitas vezes", diz Toledo. 

"Se Temer não demonstrar já capacidade de reação e força no Congresso, quem ainda o apoia perceberá que sua permanência implicará uma batalha mais demorada e custosa do que sua saída. Aí não haverá churrasco ou feijoada palaciana que não acabe em indigestão."

Leia na íntegra o artigo de José Roberto de Toledo. 

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