Vinicius Torres Freire: País vê bestificado a passeata da morte

"Quase dois meses e meio depois do início oficial da epidemia no Brasil, não há mais esperança de acordo ou coordenação nacionais do enfrentamento da crise", afirma Vinicius Torres Freire em coluna publicada na Folha

(Foto: Alan Santos - PR)
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247 - "Jair Bolsonaro voltou a se empenhar no desgoverno da saúde, da epidemia, e na sabotagem de quem tenta administrar a crise mortífera", afirma Vinicius Torres Freire em coluna publicada no jornal Folha de S.Paulo. "Quase dois meses e meio depois do início oficial da epidemia no Brasil, não há mais esperança de acordo ou coordenação nacionais do enfrentamento da crise", complementa.

Segundo o colunista, "o país se desfaz: há desordem político-administrativa nos assuntos essenciais (doença e economia), impasse político derivado do conflito vago do impeachment e ameaça ou prática de tutela militar". "Na pior crise da história republicana, ao menos, não há perspectiva de solução das crises, de desaceleração maior da epidemia e, pois, de reativação ordenada da atividade econômica", continua.

"Não há revolta popular na mesma proporção contra as atitudes de Bolsonaro; não há reação organizada de nenhuma elite. O país assiste estupidificado à passeata bolsonariana".

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