Violência política no Brasil pode aumentar com eleição de Bolsonaro, dizem especialistas

O alto grau de violência das eleições deste ano no Brasil chocou boa parte dos brasileiros e chamou a atenção do mundo; o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) chegou a emitir uma nota em que condenou as agressões praticadas no Brasil durante as eleições deste ano; há consenso entre especialistas que a ascensão de Bolsonaro acarrete em um aumento significativo da violência no país 

Violência política no Brasil pode aumentar com eleição de Bolsonaro, dizem especialistas
Violência política no Brasil pode aumentar com eleição de Bolsonaro, dizem especialistas (Foto: REUTERS/Ricardo Moraes)

247- O alto grau de violência das eleições deste ano no Brasil chocou boa parte dos brasileiros e chamou a atenção do mundo. O Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos (ACNUDH) chegou a emitir uma nota em que condenou as agressões praticadas no Brasil durante as eleições deste ano. Há consenso entre especialistas que a ascensão de Bolsonaro acarrete em um aumento significativo da violência no país. 

O site Sputnik News destaca  que "os casos como o do assassinato do capoeirista e músico Môa do Katendê, que foi assassinado após se envolver em uma briga motivada por divergência política. Ou até mesmo o episódio que envolveu o próprio presidente eleito, Jair Bolsonaro, que levou uma facada durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG) tendem a não ser isolados".

Para Carlos Eduardo Martins, professor da UFRJ, a revogação do Estatuto do Desarmamento, proposta pelo presidente eleito, podem aumentar o grau de violência das divergências políticas: "o candidato vitorioso diz que pretende armar a população. Inclusive vários dos seus adeptos poderão se armar e isso coloca risco que os conflitos políticos possam vir a ser conflitos armados", disse.

GUilherma Carvalhido, cientista político da Universidade Veiga de Almeida, entende que é necessário que o presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), adote uma postura que priorize o discurso não-violento: "é minha grande dúvida se o novo governo vai sinalizar nesse sentido, se ele sinalizar contra a violência automaticamente a gente vai ter uma diminuição, caso contrário a gente vai ter ainda, infelizmente, situações de rusgas e violências e brigas por causa disso", afirmou.

 

 

 

 

Conheça a TV 247

Ao vivo na TV 247 Youtube 247