Advogada de Keiko Fujimori admite recebimento de propina da Odebrecht

A advogada Giuliana Loza reconheceu que o partido Fuerza Popular recebeu dinheiro da empresa brasileira Odebrecht durante a campanha de Keiko Fujimori à presidência do Peru em 2011, segundo informou a imprensa local; as acusações contra Fujimori e seu partido surgiram a partir de testemunhos do ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos de prisão, que admitiu ter distribuído, entre 2005 e 2014, cerca de US$ 29 milhões para autoridades e políticos peruanos

A advogada Giuliana Loza reconheceu que o partido Fuerza Popular recebeu dinheiro da empresa brasileira Odebrecht durante a campanha de Keiko Fujimori à presidência do Peru em 2011, segundo informou a imprensa local; as acusações contra Fujimori e seu partido surgiram a partir de testemunhos do ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos de prisão, que admitiu ter distribuído, entre 2005 e 2014, cerca de US$ 29 milhões para autoridades e políticos peruanos
A advogada Giuliana Loza reconheceu que o partido Fuerza Popular recebeu dinheiro da empresa brasileira Odebrecht durante a campanha de Keiko Fujimori à presidência do Peru em 2011, segundo informou a imprensa local; as acusações contra Fujimori e seu partido surgiram a partir de testemunhos do ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos de prisão, que admitiu ter distribuído, entre 2005 e 2014, cerca de US$ 29 milhões para autoridades e políticos peruanos (Foto: Leonardo Lucena)

Agência Sputnik - A advogada Giuliana Loza reconheceu nesta quarta-feira que o partido Fuerza Popular recebeu dinheiro da empresa brasileira Odebrecht durante a campanha de Keiko Fujimori à presidência do Peru em 2011, segundo informou a imprensa local.

As acusações contra Fujimori e seu partido surgiram a partir de testemunhos do ex-presidente da construtora Marcelo Odebrecht, condenado a 19 anos de prisão, que admitiu ter distribuído, entre 2005 e 2014, cerca de 29 milhões de dólares para autoridades e políticos peruanos. Segundo ele, a companhia tinha como hábito bancar campanhas de candidatos em diversos países, nos quais a empresa tinha interesse em ganhar licitações.

Mais cedo, em depoimento a autoridades peruanas em São Paulo, no Brasil, o ex-representante da Odebrecht no Peru, Jorge Barata, disse que a empreiteira teria financiado as campanhas de pelo menos seis políticos no país entre 2006 e 2013. Para Keiko, conforme relataram fontes ao El Comercio, teriam sido destinados 1,2 milhão de dólares. Loza, no entanto, afirmou que Fujimori jamais se encontrou com Barata ou conversou com ele sobre dinheiro ou pedidos.

Outro que teria sido beneficiado pela Odebrecht, de acordo com Barata, é o atual presidente do Peru, Pedro Pablo Kuczynski. Este teria recebido 300 mil dólares para a sua campanha de 2011, na qual ficou em terceiro lugar, atrás de Fujimori e de Ollanta Humala, eleito no segundo turno e também ajudado pela construtora. O montante destinado a Kuczynski teria sido entregue à empresária Susana de la Puente, atual embaixadora do Peru no Reino Unido.

Ainda segundo o ex-representante da Odebrecht, a companhia também patrocinou as campanhas dos ex-presidentes Alejandro Toledo e Alan García.

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