Ameaçada de morte, capitã de navio que salvou migrantes vai para lugar secreto

A ONG humanitária Sea Watch confirmou que a ativista alemã Carola Rackete, capitã do navio Sea Watch 3, que trabalha no resgate de imigrantes no Mar Mediterrâneo, foi libertada, mas recebeu várias ameaças de morte anônimas; os autores seriam de grupos organizados anti-imigração; ela foi levada para um local oculto, sob forte esquema de segurança

(Foto: REUTERS/Guglielmo Mangiapane)

247 - A ONG humanitária Sea Watch confirmou que a ativista alemã Carola Rackete, capitã do navio Sea Watch 3, que trabalha no resgate de imigrantes no Mar Mediterrâneo, foi libertada nesta terça-feira (2), depois de passar vários dias detidas na Itália por violar a lei do ministro do Interior, Matteo Salvini, que impede navios de resgate de atracar nos portos do país.

Mesmo depois de ser libertada, Rackete recebeu várias ameaças de morte anônimas. Os autores seriam de grupos organizados anti-imigração. Ela foi levada para um local oculto, sob forte esquema de segurança.

Ruben Neugebauer, porta-voz da ONG, não informou quando a capitã poderia deixar o país.

O navio comandado por Carola Rackete atracou na Sicília trazendo 41 migrantes a bordo, os quais foram resgatados nas costas da Líbia. A lei de Salvini, pela qual a capitã foi presa, prevê pena de prisão de até 10 anos para o “crime” cometido por ela, mas acabou não sendo aplicada na corte.

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