Analista russo: fracasso do 'dia D' dos EUA fortaleceu Maduro

Os EUA não conseguiram abalar a situação na Venezuela da forma que queriam e o balanço de forças mudou neste sábado, 23 de fevereiro, quando fracassou o "dia D" de Trump; esta é a análise do decano da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia Russa de Economia e Serviço Público, Aleksandr Chichin; para ele, com a vitória, Maduro conseguiu unir o povo venezuelano ao seu redor

Analista russo: fracasso do 'dia D' dos EUA fortaleceu Maduro
Analista russo: fracasso do 'dia D' dos EUA fortaleceu Maduro (Foto: Fotos: Reuters)

247, com Sputnik -  Os EUA não conseguiram abalar a situação na Venezuela da forma que queriam e o balanço de forças mudou neste sábado, 23 de fevereiro, quando fracassou o "dia D" de Trump. A operação com o "comboio humanitário" fracassou e agora Guaidó só pode usar as palavras dos políticos norte-americanos dizendo que todas as opções estão em cima da mesa. Esta é a análise do decano da Faculdade de Ciências Econômicas e Sociais da Academia Russa de Economia e Serviço Público, Aleksandr Chichin. Ele analisou para o serviço russo da Rádio Sputnik a situação na Venezuela e comentou sobre as mudanças no equilíbrio de forças ocorridas no país sul-americano.

"Todas as medidas diplomáticas já foram tomadas, e a única coisa de que eles podem falar são os métodos de intervenção. Eles não conseguiram (...) usar essa ajuda humanitária como instrumento para abrir uma brecha na fronteira venezuelana... Claro que todos os venezuelanos que não são muito ricos agora estão ainda mais próximos de Maduro", disse Aleksandr Chichin ao serviço russo de rádio Sputnik.

O especialista considera que a pressão sobre a Venezuela continuará. No entanto, diz ele, Maduro agora obteve apoio total não apenas do exército, mas também do povo, e não aconteceu o colapso que se planejava criar na fronteira e usar como pretexto para a intervenção na Venezuela por forças treinadas em campos colombianos.

"Maduro saiu dessa situação mais forte. Mas agora a perspectiva é perfeitamente óbvia. O país sobreviverá em condições de mobilização moral e política, com recursos econômicos muito escassos, e esse período pode ser bastante longo". Chichin observou que os Estados Unidos não estão conseguindo esmagar a Venezuela, à vista de todos, pois a capacidade de resistência de Maduro é bastante significativa.

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