Anular as eleições é um golpe de Estado, afirma Evo Morales

O presidente da Bolívia, Evo Morales, eleito em primeiro turno para um quarto mandato, levantou sua voz contra a proposta golpista da oposição de anular as eleições

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Prensa Latina - A proposta de anulação das eleições gerais é um golpe de Estado orquestrado pela oposição que não aceita sua derrota nas urnas, disse o presidente da Bolívia, Evo Morales. 

Para Evo, ignorar os votos significa desconhecer a vontade do povo.Por isso, ele pediu à oposição propostas viáveis de acordo com a Constituição nacional.   

"Na Bolívia, a Constituição é respeitada e não há artigo que diga que as eleições são anuladas", afirmou o mandatário em resposta à proposta do chamado Comitê Nacional de Defesa da Democracia (Conade).  

A Organização dos Estados Americanos (OEA) começou na quinta-feira (31) uma auditoria abrangente das eleições, que durará pelo menos duas semanas, para tornar o processo ainda mais transparente e descartar alegações de suposta fraude.  

O candidato derrotado Carlos Mesa, da coalizão Comunidade Cidadã, pediu primeiro um segundo turno, sem esperar pela contagem oficial de votos, depois solicitou uma auditoria internacional para apurar suspeitas de fraude e agora pede que os resultados da votação sejam ignorados.  

A anulação significa que a eleição de todas as assembleias eleitas 'não serve para nada ... anular é ignorar esse voto', disse ele.  

"Não sei onde eles inventam, com base em que regra lançam a proposta de anular as eleições. Agora, se é como na ditadura, é outra questão para o povo refletir", disse Morales.  

O Movimento ao Socialismo, liderado por Evo Morales, venceu as eleições de 20 de outubro, com 47,8% dos votos e obteve uma diferença de 10,57 pontos em comparação com Mesa, que rejeita os resultados e lidera com seus aliados poíticos mobilizações violentas em algumas cidades do país.

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