Ao menos 6 morrem em novos confrontos no Cairo

Violência começou antes do amanhecer perto de um protesto da Irmandade Muçulmana na Universidade do Cairo, onde partidários do presidente deposto estão acampados desde que o Exército depôs Mohamed Mursi; confrontos são entre opositores e partidários do ex-presidente

Ao menos 6 morrem em novos confrontos no Cairo
Ao menos 6 morrem em novos confrontos no Cairo (Foto: AMR ABDALLAH DALSH)
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CAIRO, 23 Jul (Reuters) - Seis pessoas foram mortas no Cairo nesta terça-feira em confrontos entre opositores e partidários do presidente deposto do Egito Mohamed Mursi, informou a mídia estatal.

A violência começou antes do amanhecer perto de um protesto da Irmandade Muçulmana na Universidade do Cairo, onde partidários do presidente deposto estão acampados desde que o Exército depôs o político islâmico em 3 de julho, após protestos contra o governo.

A Irmandade Muçulmana, grupo de Mursi, descreveu o incidente como um ataque a manifestantes pacíficos. Fontes policiais disseram que centenas de partidários de Mursi entraram em confronto com moradores locais, vendedores ambulantes e outras pessoas perto do acampamento.

Tiros foram disparados e pedras foram lançadas, acrescentaram as fontes.

O jornal estatal Al-Ahram citou um oficial do Ministério da Saúde dizendo que seis pessoas foram mortas e outras 33 ficaram feridas, aumentando para nove o número de pessoas mortas em consequência da violência política nos últimos dois dias.

Cerca de 100 pessoas já morreram em confrontos desde que o Exército depôs Mursi e o substituiu com uma administração interina liderada por Adli Mansour, presidente do tribunal constitucional. A Irmandade Muçulmana acusa o Exército de orquestrar um golpe.

A Irmandade disse em seu site que sete "mártires" haviam sido mortos durante a noite em dois ataques separados contra partidários de Mursi, um na Universidade do Cairo e outro em uma passeata perto de um acampamento maior, no norte da cidade.

A Irmandade diz que vai manter os acampamentos até que Mursi, que está detido pelo Exército em um local desconhecido desde sua deposição, seja reempossado.

(Reportagem de Tom Perry, Asma Alsharif, Yasmine Saleh e Ahmed Tolba)

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