Aos 70, a OTAN não é aliança defensiva, mas uma declaração de guerra total

A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) faz 70 anos em 4 de abril. Após a catástrofe da Segunda Guerra Mundial, os princípios essenciais à construção da paz consolidaram-se na Carta das Nações Unidas; entretanto, a OTAN edificou-se como motor da guerra das potências ocidentais contra o Comunismo; finda a Guerra Fria, o bloco não só sobrevive, mas se expande promovendo a militarização global, ameaças e agressões; sua presença na América Latina reforça o alerta

Aos 70, a OTAN não é aliança defensiva, mas uma declaração de guerra total
Aos 70, a OTAN não é aliança defensiva, mas uma declaração de guerra total (Foto: REUTERS/Reinhard Krause)

247 - A Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) faz 70 anos em 4 de abril. Após a catástrofe da Segunda Guerra Mundial, os princípios essenciais à construção da paz consolidaram-se na Carta das Nações Unidas. Entretanto, a OTAN edificou-se como motor da guerra das potências ocidentais contra o Comunismo. Finda a Guerra Fria, o bloco não só sobrevive, mas se expande promovendo a militarização global, ameaças e agressões. Sua presença na América Latina reforça o alerta.

A jornalista e acadêmica em Relações Internacionais, Moara Crivelente, conta a história dessa organização que se transformou no braço armado do imperialismo para a realização de agressões aos povos em diversas regiões do mundo. 

"Em 1949, doze países fundaram a aliança norte-atlântica, um ano após a promulgação, pelos Estados Unidos, do Programa para a Recuperação Europeia, o Plano Marshall, que financiaria parte dos esforços de reconstrução pós-guerra da Europa Ocidental e promoveria o comércio entre aquela porção do continente e os EUA. Estudos críticos argumentam que, além de não depender da ajuda estadunidense, a Europa acabou por subjugar seus interesses aos dos EUA, especialmente no contexto da Guerra Fria. E isso se reflete na OTAN".

"O seleto clube fundado em 1949 hoje soma 29 membros, com a mais recente integração de Montenegro. O país foi parte da República Federativa Socialista da Iugoslávia, dissolvida em 1992; a seguir, compôs com a Sérvia a República Federal da Iugoslávia e logo a União Estatal da Sérvia e Montenegro, dissolvida em 2006. A integração de Montenegro à OTAN é parte da expansão do bloco militar em direção ao leste, numa política anacrônica e histérica de confrontação. O principal motor da expansão neste sentido é o espantalho chamado “Rússia” criado pelas retóricas inflamadas sobretudo dos EUA e seus parceiros locais para alegar que a Europa precisa erguer defesas contra a sua vizinha —assumindo postura ofensiva “preventivamente”, alegam. Nada mais ilógico, se lido assim, simploriamente".

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