Argentina: partido de Macri apoia polícia, que cerca residência do presidente, e lembra golpe na Bolívia

A greve é fortemente apoiada pelo partido PRO (Proposta Republicana), principal legenda opositora, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri

Protestos de policiais em frente à residência do presidente argentino, Alberto Fernández
Protestos de policiais em frente à residência do presidente argentino, Alberto Fernández (Foto: Página 12)
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Policiais em Buenos Aires protestam e cercam a residência oficial do presidente da Argentina, a Quinta de Olivos, onde se encontra Alberto Fernández. Eles carregam bandeiras da Argentina e pedem aumento salarial. O protesto é contra o presidente e o governador de Buenos Aires, Axel Kicillof, do Partido Justicialista (peronismo).

Fórum - A greve é fortemente apoiada pelo partido PRO (Proposta Republicana), principal legenda opositora, liderada pelo ex-presidente Mauricio Macri, o que faz com que a ação desta quarta ganhe ares de golpismo, se considerados três fatores primordiais.

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Líderes da greve haviam admitido, na tarde de terça-feira (8), que o governador Kicillof havia aceitado a parte mais importante das reivindicações e prometido um aumento escalonado a partir de outubro, mas disseram que não o aceitariam, o que levou à reação no dia seguinte, contra uma instância que não está diretamente ligada à polícia.

A greve dos polícias de Buenos Aires traz a recordação de um episódio recente na América Latina, que terminou com uma democracia: o golpe de Estado de novembro de 2019 na Bolívia, que começou com uma greve de policiais e terminou com os militares obrigando o presidente Evo Morales a renunciar, e impondo a senadora Jeanine Áñez no poder, para um suposto mandato tampão, mas que se mantém até hoje, depois de adiar as novas eleições três vezes.

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