Ataque a míssil no Azerbaijão deixa ao menos 5 mortos e 28 feridos

No meio da noite e em flagrante violação do cessar-fogo, a Armênia enviou mísseis para Ganja, a segunda maior cidade do Azerbaijão

(Foto: Reprodução)
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Sputnik - Na madrugada deste domingo (11), um míssil atingiu um prédio residencial na cidade de Ganja, no oeste do Azerbaijão, e causou a morte de pelo menos cinco pessoas.

As informações são da assessoria de imprensa do Ministério de Situações de Emergência do Azerbaijão.

No meio da noite e em flagrante violação do cessar-fogo, a Armênia enviou mísseis para Ganja, a segunda maior cidade do Azerbaijão.

Na madrugada deste domingo (11), o Ministério da Defesa afirmou que Ganja foi bombardeada pela Armênia.

"Como resultado do disparo de mísseis, um edifício residencial foi totalmente destruído. Até agora, os corpos de cinco mortos foram recuperados dos escombros; há 17 feridos. Equipes de resgate estão trabalhando no local", disse o comunicado de domingo (11) do serviço de imprensa do Ministério de Situações de Emergência do Azerbaijão.

O Ministério da Defesa da Armênia, contudo, negou posteriormente a ofensiva sobre Ganja. A porta-voz do Ministério da Defesa do país, Shushan Stepanyan, refutou as alegações de Baku sobre o bombardeio.

"É desinformação", disse Stepanyan ao comentar a denúncia azeri.

Cessar-fogo desrespeitado

Na noite de sábado (10) para domingo (11), explosões foram ouvidas também em Stepanakert, capital da não reconhecida república Nagorno-Karabakh, e na cidade de Shusha, localizada a cerca de 12 km de Stepanakert.

O porta-voz do presidente de Nagorno-Karabakh, Vagram Pogosyan, disse que Shusha e a cidade de Martuni foram bombardeadas pelo Azerbaijão apesar do cessar-fogo ativo.

Pogosyan afirmou que o bombardeio de Stepanakert em meio ao cessar-fogo que entrou em vigor ao meio-dia de sábado (10) foi um desrespeito às negociações de sexta-feira (9) em Moscou, que levaram Erevan e Baku a concordarem em cessar as hostilidades.

O conflito

A região de Nagorno-Karabakh está localizada na região do sul do Cáucaso, entre a Armênia e o Azerbaijão. 

Entre 1988 e 1994, Armênia e Azerbaijão se envolveram em conflito armado, pelo controle da região, no qual cerca de 30 mil pessoas perderam suas vidas.

A Armênia defende a independência de Nagorno-Karabakh, que mantém laços político-militares estreitos com Erevan. O Azerbaijão, por sua vez, defende que a região deve fazer parte de seu território nacional.

A Rússia é o principal ator internacional na região. Moscou tem uma base militar e um tratado de defesa mútua com a Armênia, mas mantém relações próximas com Baku, posicionando-se como negociador-chave do conflito.

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