Ativistas e sindicalistas norte-americanos se unem para pedir Lula Livre

Sindicatos norte-americanos se unirão ao Comitê Defend Democracy in Brazil - Nova York em Manhattan, ao grupo Expatriados Brasileiros por Democracia e Justiça Social em Washington DC, ao Coletivo Boston Contra o Golpe em Boston, e ao Coletivo Brasil-Montreal em Montreal, nesta segunda-feira (13), para protestar contra a prisão política do ex-presidente Lula

Ativistas e sindicalistas norte-americanos se unem para pedir Lula Livre
Ativistas e sindicalistas norte-americanos se unem para pedir Lula Livre (Foto: Ricardo Stuckert)

247 - Sindicatos norte-americanos se unirão ao Comitê Defend Democracy in Brazil - Nova York em Manhattan, ao grupo Expatriados Brasileiros por Democracia e Justiça Social em Washington DC, ao Coletivo Boston Contra o Golpe em Boston, e ao Coletivo Brasil-Montreal em Montreal, nesta segunda-feira (13), para protestar contra a prisão política do popular ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

O protesto em Nova York será realizado no dia 13 de agosto, das 18h às 21h na Union Square com rua 14 em Manhattan. Já o protesto em Washington DC será realizado às 13h, na Embaixada do Brasil, 3006 Massachusetts Avenue NW, e o protesto de Boston será às 17h no Quincy Market, 4 South Market Street. Em Montreal, no Canadá, o protesto será das 17:30 às 19:30 na Place des Arts.

Lula foi preso em 7 de abril de 2018 por "ações indeterminadas" e condenado a 12,1 anos de prisão. A Constituição do Brasil garante a presunção de inocência como um direito humano fundamental,o que foi negado a Lula. 

Mesmo preso, Lula está concorrendo à presidência como candidato do Partido dos Trabalhadores, e está na liderança com 41% da intenção de votos. Os partidos da oposição estão tentando bloquear sua candidatura. Durante os dois mandatos do presidente Lula, a economia do Brasil disparou, tirando 40 milhões de pessoas da pobreza, dando prioridade às necessidades dos pobres e dos trabalhadores.

A AFL-CIO (Federação Americana do Trabalho e Congresso de Organizações Industriais), o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos (USW), o Sindicato dos Trabalhadores da Indústria Automobilística, Aeroespacial e Agrícola dos Estados Unidos (UAW), o Sindicato dos Trabalhadores de Alimentos e sua Comercialização (UFCW), o Sindicato do Varejo, Atacado e Lojas de Departamentos (RWSDU) e os diversos grupos de ativistas protestarão para informar o público local sobre a prisão política e pressionar internacionalmente pela liberdade de Lula, e seu direito a ser um candidato nas eleições presidenciais de 2018 do Brasil.

A AFL-CIO divulgou a declaração "Defendendo a Democracia no Brasil" em 26 de julho de 2018, para apoiar as eleições livres democráticas, os direitos humanos e trabalhistas no Brasil. 

Como presidente, Lula apoiou fortemente os direitos dos trabalhadores, assim como sua sucessora, Dilma Rousseff, também membro do Partido dos Trabalhadores. No início de sua carreira, Lula era presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do Brasil da região do ABC e tem o apoio da contraparte do Brasil à AFL-CIO, a Central Unificada de Trabalhadores conhecida como CUT.

Dilma foi impugnada em acusações questionáveis em 2016, e o vice-presidente Michel Temer, um membro da elite brasileira e uma figura profundamente impopular, assumiu em um golpe legislativo. Depois disso, o juiz Moro investigou, processou, julgou, condenou e sentenciou Lula por acusações sem mérito, envolvendo propinas não comprovadas.

"A longa sentença que Moro impôs a Lula foi uma tentativa politicamente motivada de desqualificá-lo como candidato a presidente nas eleições de outubro. Temer, cujo apoio é de apenas um dígito percentual, reviu as leis trabalhistas para enfraquecer os sindicatos e passou grande parte do ano passado defendendo-se de acusações criminais de corrupção e obstrução da justiça", destaca o texto do Comitê Internacional Lula Livre.

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