Autoridade Palestina denuncia acordos com Israel e Estados Unidos

O presidente palestino Mahmoud Abbas denunciou nesta terça-feira (19) a nulidade dos acordos já atropelados por Israel e os Estados Unidos. A cientista política e diretora do Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz (Cebrapaz), Moara Crivelente, comenta

Mahmmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina
Mahmmud Abbas, presidente da Autoridade Nacional Palestina (Foto: MOHAMMED DABBOUS)
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247 - “A Organização para a Libertação da Palestina e o Estado da Palestina estão liberados, a partir de hoje, de todos os acordos e entendimentos com os governos estadunidense e israelense e de todas as obrigações baseadas nesses entendimentos e acordos,” disse o presidente Abbas, citado pela agência palestina Wafa. 

"Abbas convocara uma reunião de emergência para discutir a estratégia diante do plano declarado do governo israelense de anexação, que embora repudiável, não surpreende: Israel vem anexando a Palestina há muito. Entretanto, a situação toma novas dimensões", escreve Moara Crivelente.

[...] "O compromisso dos palestinos com uma solução diplomática ficou plasmado no discurso de Yasser Arafat na ONU em 1974 (quando caminhou até o púlpito ovacionado), convidado pelo presidente da Assembleia Geral, o argelino Abdelaziz Bouteflika, um exemplo da conquista do espaço pelo movimento anticolonial. O compromisso seria reforçado na Declaração de Independência da Palestina em 1988 e na Declaração de Princípios de 1993, que inaugurava o chamado processo de paz de Oslo para garantir a transição da ocupação militar israelense para a consolidação do Estado da Palestina até o fim daquela década. Neste quesito, 'o processo' fracassou".

[...] "Nenhum momento será melhor que o agora para enfatizar que só através de um empenho acirrado dos anti-imperialistas e anticolonialistas, amigos da paz, em todo o mundo, será possível apoiar o povo palestino em sua luta por libertação, inclusive do jugo estadunidense e sua farsa “diplomática”. Os últimos eventos, mas também as últimas décadas, preconizam cada vez mais tensão na Palestina ocupada, cuja colonização, também está demonstrado, não passará sem resistência", finaliza a diretora do Cebrapaz.

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