Autoridades ucranianas são presas diante das câmeras

Dois altos responsáveis do Serviço de Emergência da Ucrânia, Serguei Bochkovski, diretor do serviço, e Vassili Stoietski, seu adjunto, foram detidos e algemados nesta quarta-feira 25 por suspeitas de corrupção em plena reunião do governo e diante das câmeras de televisão

Dois altos responsáveis do Serviço de Emergência da Ucrânia, Serguei Bochkovski, diretor do serviço, e Vassili Stoietski, seu adjunto, foram detidos e algemados nesta quarta-feira 25 por suspeitas de corrupção em plena reunião do governo e diante das câmeras de televisão
Dois altos responsáveis do Serviço de Emergência da Ucrânia, Serguei Bochkovski, diretor do serviço, e Vassili Stoietski, seu adjunto, foram detidos e algemados nesta quarta-feira 25 por suspeitas de corrupção em plena reunião do governo e diante das câmeras de televisão (Foto: Gisele Federicce)

Da Agência Lusa

Dois altos responsáveis do Serviço de Emergência da Ucrânia foram presos hoje (25), por suspeitas de corrupção, em plena reunião do governo e diante das câmeras de televisão.

Serguei Bochkovski, diretor do serviço, e Vassili Stoietski, seu adjunto, foram detidos e algemados. Eles são acusados pela execução de contratos públicos "a preços mais elevados que os de mercado" com a companhia petrolífera russa Lukoil.

A prisão e saída dos dois responsáveis da sala do conselho de ministros foram transmitidas ao vivo pela televisão estatal. Segundo a polícia, em um inquérito preliminar foi descoberto um esquema criminoso criado pela direção do serviço estatal para situações de emergência.

Presente à reunião, o primeiro-ministro Arseni Iatseniuk justificou as prisões com a determinação do governo em fazer da luta contra a corrupção uma prioridade. "Com o país em guerra, todos os centavos contam. Eles roubam as pessoas e o país. Isto é o que vai ocorrer com todos que infringem a lei e desdenharem do Estado ucraniano", disse.

O ministro do Interior, Arsen Avakov, também justificou a situação. "Não é um espetáculo. (...) Penso que é uma vacina e que é preciso que isto seja público", ressaltou.

Arsen explicou que Bochovski e Stoietski realizavam compras públicas por meio de uma empresa privada que, usando paraísos fiscais, transferia parte do dinheiro para contas de empresas de propriedade dos responsáveis.

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