Barbárie no Egito: governo ameaça matar mais

O Ministério do Interior egípcio anunciou que a polícia está autorizada a usar munições verdadeiras quando os manifestantes atacarem bens públicos ou as forças da ordem

Riot police fire tear gas during clashes with members of the Muslim Brotherhood and supporters of deposed Egyptian President Mohamed Mursi, around Cairo University and Nahdet Misr Square, where they are camping in Giza, south of Cairo August 14, 2013. Egy
Riot police fire tear gas during clashes with members of the Muslim Brotherhood and supporters of deposed Egyptian President Mohamed Mursi, around Cairo University and Nahdet Misr Square, where they are camping in Giza, south of Cairo August 14, 2013. Egy (Foto: Leonardo Attuch)
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Da Agência Brasil*

Brasília – O Ministério do Interior egípcio anunciou hoje (15) que a polícia está autorizada a usar munições verdadeiras quando os manifestantes atacarem bens públicos ou as forças da ordem. O anúncio foi feito após manifestantes islâmicos atearem fogo a um edifício governamental na província do Cairo e depois de a polícia e o Exército terem dispersado apoiadores do presidente deposto Mohamed Mursi.

Também nesta quinta-feira, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, anunciou o cancelamento dos exercícios militares no Egito para protestar contra a morte de centenas de manifestantes. Os exercícios militares também foram cancelados em 2011, no auge da revolta no Egito que derrubou o antigo ditador Hosni Mubarak, um aliado próximo dos EUA.

O presidente dos EUA disse que o seu país não está do lado de nenhuma força política egípcia e defendeu o cancelamento do estado de emergência decretado pelo governo egípcio e o arranque do processo de reconciliação nacional.

França, Grã-Bretanha e Austrália, em conjunto, solicitaram uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas para discutir o massacre no Egito, segundo diplomatas. O encontro, a portas fechadas, pode ocorrer até esta noite.

A onda de violência no Egito causou a morte de 525 pessoas, de acordo com o Ministério da Saúde, e a situação motivou um apelo do papa Francisco à “paz, ao diálogo e à reconciliação”. Os mais de 500 mortos incluem 202 manifestantes do campo de Rabaa Al Adawiya, no Cairo, e 43 agentes policiais por todo o país, disse fonte oficial do ministério.

A violência no Egito foi desencadeada quando, na quarta-feira (14), as forças de segurança invadiram acampamentos de protesto pró-Morsi, o presidente destituído e detido pelo exército no dia 3 de julho.

* Com informações da Agência Lusa

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