Biden dá a senha para o golpe na Venezuela

"Enfrentar manifestantes pacíficos com a força e em alguns casos com milícias armadas, limitando a liberdade de imprensa e de assembleia, não está à altura dos sólidos padrões de democracia que temos na maior parte de nosso hemisfério", disse o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; americanos planejam intervenção em nome da democracia, mas proposta foi rechaçada pela OEA por 29 votos a três; Maduro respondeu dizendo que os Estados Unidos são os maiores promotores da violência em escala global

"Enfrentar manifestantes pacíficos com a força e em alguns casos com milícias armadas, limitando a liberdade de imprensa e de assembleia, não está à altura dos sólidos padrões de democracia que temos na maior parte de nosso hemisfério", disse o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; americanos planejam intervenção em nome da democracia, mas proposta foi rechaçada pela OEA por 29 votos a três; Maduro respondeu dizendo que os Estados Unidos são os maiores promotores da violência em escala global
"Enfrentar manifestantes pacíficos com a força e em alguns casos com milícias armadas, limitando a liberdade de imprensa e de assembleia, não está à altura dos sólidos padrões de democracia que temos na maior parte de nosso hemisfério", disse o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden; americanos planejam intervenção em nome da democracia, mas proposta foi rechaçada pela OEA por 29 votos a três; Maduro respondeu dizendo que os Estados Unidos são os maiores promotores da violência em escala global (Foto: Leonardo Attuch)
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Do Opera Mundi - O vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que a "situação da Venezuela é alarmante" e que o governo tem a obrigação de "respeitar os direitos universais". Além disso, perguntando pelo diário chileno El Mercúrio sobre a possibilidade de uma "intervenção de Washington" em território venezuelano, Biden a rechaçou. Após acusar os EUA de estarem envolvidos nos recentes episódios de violência, Maduro nomeou um embaixador para Washington e instou ao diálogo, porém, não houve receptividade do lado norte-americano.

"Enfrentar manifestantes pacíficos com a força e em alguns casos com milícias armadas, limitando a liberdade de imprensa e de assembleia (...) não está à altura dos sólidos padrões de democracia que temos na maior parte de nosso hemisfério", disse em entrevista publicada neste domingo (09/03). Biden chega hoje ao Chile, em sua sétima visita à região, para assistir na terça-feira à posse da presidente eleita, a socialista Michelle Bachelet, onde também estará o presidente venezuelano, Nicolás Maduro.

"A situação na Venezuela me lembra o passado, quando homens fortes governavam usando a violência e a opressão; e os direitos humanos, a hiperinflação, a escassez e a extrema pobreza causavam estragos nos povos do hemisfério", afirmou. Ironicamente, a declaração, além de ter sido feita antes da visita ao Chile -- onde um golpe de Estado foi patrocinado pelo governo dos EUA, assim como em outros países da América Latina --, foi dada a um jornal que colaborou com a derrubada de Salvador Allende

Biden não poupou críticas a Maduro, dizendo que "até agora tentou distrair seu povo dos temas mais importantes que estão em jogo na Venezuela ao inventar conspirações totalmente falsas e extravagantes sobre os EUA". Em vez disso, "ele deveria escutar o povo venezuelano, e olhar o exemplo desses líderes que resistiram à opressão nas Américas, ou se arriscar a repetir as injustiças contra as que eles brigaram com tanta coragem", acrescentou.

No entanto, descartou qualquer ação que envolva uma intervenção."O presidente (Barack) Obama deixou claro que não estamos interessados em voltar às batalhas ideológicas do passado nesse hemisfério e trabalhou por um futuro de maior integração e respeito pelos direitos universais", afirmou. "Reconhecemos que há ranços da Guerra Fria, e as suspeitas fazem parte da situação. Mas a maioria das pessoas nas Américas está cansada de brigar velhas batalhas ideológicas que não ajudam em nada suas vidas cotidianas", opinou.

Após os atos oficiais da mudança de comando presidencial no Chile, os chanceleres dos países-membros da Unasul (União de Nações Sul-Americanas) se reunirão em Santiago em 12 de março para tratar a situação da Venezuela. No encontro, o governo do país apresentará sua análise sobre a crise desencadeada em meados de fevereiro, quando os atos de violência. 

Leia também a resposta de Maduro:

O Governo dos Estados Unidos é o principal promotor da violência a nível mundial, um verdadeiro “expert” em invasões e bloqueios econômicos, diz em um comunicado el Governo da Venezuela.

Este documento oficial foi emitido para responder às declarações do vice-presidente dos Estados Unidos, Joseph Biden, sobre o estado dos direitos humanos na Venezuela e as recentes protestos no país latino-americano.  

“Enfrentar manifestantes pacíficos con a força e alguns casos com milícias armadas, limitando a liberdade de imprensa e de assembleia não está á altura dos sólidos padrões de democracia que temos na maior parte do nosso  hemisfério, disse Biden. 
 
"O Governo dos Estados Unidos, principal promotor da violência a nível mundial, “expert” en invasões, bloqueios econômicos, guerras iniciadas por interesses econômicos sob a suposição de ameaças fictícias, criador de armas letais de destruição massiva e responsável pela morte de milhares de civis ao redor do  mundo, não tem moral para objetar o respeito aos Direitos Humanos na Venezuela e o esforço do Governo Bolivariano para preservar a paz em nossa nação”, diz o comunicado

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, rechaçou de maneira categórica as declarações Biden "por constituir um desrespeito à soberania venezuelana e uma agressão direta ao povo que sofreu os embates de um setor fascista que avança em uma estratégia de golpe de Estado continuado". 

As autoridades de Caracas recordam que os “radicais da oposição recebem financiamento de órgãos do Governo dos Estados Unidos "que pretende gerar uma falsa imagem de guerra e repressão generalizada em todo o território venezuelano, quando em realidade se trata de focos pontuais criados pelos artífices da violência contra o povo". 

O comunicado informa que "enquanto esses minúsculos grupos propiciam a violência", "Maduro fez um chamado plural a todos os setores do país para incorporar-lhes a uma Conferencia de Paz, que contou com a ampla participação de empresários, igrejas, organizações do poder popular e os setores sociais mais diversos que fazem a vida na nação, com o propósito de isolar aos fascistas que o Governo norte-americano defende, financia e apoia".

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