Biden decide derrubar sigilo em documentos sobre invasão do Capitólio

Antecessor de Joe Biden, Donald Trump tentou manter documentos fora do alcance do comitê responsável pelas investigações do ataque ao Capitólio. A medida do atual presidente americano pode ter impactos sobre o deputado Eduardo Bolsonaro, apoiador do ex-chefe da Casa Branca

Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca
Presidente dos EUA, Joe Biden, na Casa Branca (Foto: REUTERS/Elizabeth Frantz)
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247 - O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, decidiu se recusar a manter o privilégio executivo sobre documentos que o ex-presidente Donald Trump tentou manter fora do alcance do comitê responsável pelas investigações do ataque de 6 de janeiro ao Capitólio dos Estados Unidos - trata-se do local parlamentares do Senado e da Câmara dos Representantes americanos se reúnem. Com a invasão do Capitólio, trumpistas não reconheceram a derrota e estimularam um golpe de estado. 

De acordo com a CNN Brasil, a advogada da Casa Branca Dana Remus informou ao Arquivista Nacional David Ferriero nessa segunda-feira (25) que Biden não reivindicaria privilégio sobre os materiais.

Trump já entrou com um processo para impedir o Arquivo Nacional de fornecer ao Congresso documentos que o ex-presidente acredita serem sigilosos. "O presidente Biden considerou a afirmação do ex-presidente e eu me envolvi em consultas com o Gabinete de Consultoria Jurídica do Departamento de Justiça", escreveu Remus.

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Eduardo Bolsonaro

A decisão de Biden pode ter impactos sobre o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP). De acordo com reportagem do jornalista Seth Abramson no site Proof, de jornalismo investigativo dos EUA, publicada no dia 6 de março, houve uma "conexão obscura do Brasil com o conselho secreto de Trump" que se reuniu em 5 de janeiro para organizar o assalto ao Capitólio. A participação de Eduardo Bolsonaro no encontro foi dada como praticamente certa. 

Um dia antes da reunião e dois dias antes da invasão, a jornalista Raquel Krähenbühl, da GloboNews, flagrou o deputado entrando na Casa Branca com a mulher, a filha e o embaixador do Brasil nos EUA, Nestor Foster, a convite de Ivanka Trump, filha de Donald Trump.

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