Biden manda recado sobre sua política externa: exercer a liderança no mundo, compor alianças e desafiar inimigos

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, apresenta sua equipe de política externa e demonstra que nesse campo o que prevalece é a luta para garantir a primazia dos interesses estadunidenses no mundo

Joe Biden
Joe Biden (Foto: Reprodução)
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247 - O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirma que o país será líder do mundo, aponta para a necessidade de concertar alianças e que vai desafiar os países inimigos.

Biden apresentou os nomes que ocuparão posições-chave em seu futuro governo, que descreveu como uma "equipe que reflete o fato de que os EUA estão retornando" à arena internacional.

Durante uma coletiva de imprensa em Wilmington, Delaware, Biden afirmou que os EUA  estarão "prontos para liderar o mundo e não recuar, para se sentar novamente à cabeceira da mesa, prontos para desafiar nossos adversários e não rejeitar nossos aliados, prontos para defender nossos valores. Para quem esperava mudanças no sentido da paz e de relações internacionais harmônicas, pode haver uma decepção. Está de volta a política também intervencionista do Partido Democrata na política internacional. 

Biden confirmou a nomeação como Secretário de Estado de Antony Blinken, um diplomata experiente que ele descreveu como um de seus conselheiros "mais próximos e confiáveis".

Blinken atuou como subsecretário de estado entre 2015 e 2017 na administração Obama. , Blinken também foi assistente do ex-presidente democrata e assessor sênior de segurança nacional adjunto, bem como assessor de segurança nacional do próprio Biden durante o primeiro mandato de Obama, entre outros cargos importantes de política externa ao longo de três décadas.

Alejandro Mayorkas, que foi subsecretário do Departamento de Segurança Interna na administração Obama entre 2013 e 2016, tornou-se o primeiro latino e imigrante nomeado para chefiar esse departamento. Com uma carreira de 30 anos como policial e advogado, Mayorkas, um cubano-americano nascido em Havana, Cuba, também atuou como diretor de Serviços de Cidadania e Imigração dos EUA de 2009 a 2013.

Avril Haines, que foi vice-diretora da CIA de 2013 a 2015 e vice-conselheira de Segurança Nacional de 2015 a 2017, se tornará a primeira mulher a liderar a Inteligência Nacional.

Linda Thomas-Greenfield, uma diplomata veterana que serviu em quatro continentes e se aposentou em 2017 após uma carreira de 35 anos no Serviço de Relações Exteriores dos EUA, servirá como Embaixadora dos EUA nas Nações Unidas.

Jake Sullivan, 43, foi nomeado Conselheiro de Segurança Nacional e será uma das pessoas mais jovens a ocupar essa função em décadas. Sullivan serviu como assistente adjunto do presidente e assessor de segurança nacional do vice-presidente na administração Obama-Biden, e foi um negociador-chave nas negociações iniciais que abriram o caminho para o acordo nuclear com o Irã, entre outras realizações.

John Kerry, 68º Secretário de Estado dos EUA e um dos principais arquitetos do Acordo Climático de Paris, se tornará o primeiro enviado presidencial especial para o clima a servir no Conselho de Segurança Nacional.

Informações da RT

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