Bloomberg Intelligence explica por que a vacina russa Sputnik V é confiável

Existem inúmeras razões para confiar na vacina Sputnik V, mesmo sem conhecer os resultados detalhados do ensaio, diz Sam Fazeli, diretor de pesquisa da Bloomberg Intelligence

Vladimir Putin e a vacina russa Sputnik V
Vladimir Putin e a vacina russa Sputnik V (Foto: Kremlin | REUTERS)
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247 - Em sua coluna mais recente, o especialista Sam Fazeli, diretor de pesquisa da Bloomberg Intelligence, detalhou os motivos pelos quais não há dúvidas sobre a eficácia da vacina contra o coronavírus produzida pelo Instituto Gamaleya de Moscou.

A Rússia ocupa o quinto lugar na lista de fabricantes de vacinas em número de doses em acordos de pré-compra, disse Fazeli. Na verdade, de acordo com o sistema de monitoramento da Bloomberg, nesse aspecto a Sputnik V supera os preparativos desenvolvidos por empresas como Moderna e Johnson & Johnson, sobre as quais muito se fala na mídia ocidental.

Embora tenha destacado que os resultados finais da terceira fase dos testes clínicos do imunizante ainda não foram publicados, Fazeli acredita que o que já se sabe sobre a Sputnik V e seu desenho oferece "um certo grau de confiança".

Fazeli explica que, de acordo com relatórios publicados pelo fabricante da vacina, sua taxa de eficácia, medida em três diferentes etapas de testes, ultrapassava 90% todas as vezes. Além disso, nem um único caso de covid-19 grave foi registrado durante os testes, informa a agência de notícias Sputnik.

O especialista destacou que a tecnologia de vacinas do Instituto Gamaleya - vetores adenovirais - é a mesma utilizada nas vacinas fabricadas pela AstraZeneca/Oxford, além da Johnson & Johnson. Fazeli enfatizou, no entanto, que "a Sputnik V tem uma diferença fundamental e inteligente das vacinas" que usam tecnologia semelhante.

"[Sputnik V] usa o mesmo adenovírus da Johnson & Johnson para a primeira dose (adenovírus-26) e um adenovírus diferente (adenovírus-5) para a segunda dose. Dessa forma, evita que uma possível imunidade na primeira dose afete a capacidade da segunda dose de funcionar com eficiência ", escreveu ele em sua coluna para a Bloomberg.

Fazeli também mencionou que a Rússia concordou em colaborar com a AstraZeneca para a criação de uma vacina conjunta, que usará o adenovírus-26 para a primeira injeção e o vetor adenoviral AstraZeneca, feito a partir de um adenovírus de chimpanzé, para a segunda.

“Juntos, esses detalhes, mesmo sem os resultados da fase três, me dão motivos para pensar que a vacina do Sputnik V pode ser uma candidata tão forte quanto as criadas em laboratórios ocidentais”, enfatizou Fazeli.

O especialista também considerou o Sputnik V mais confiável do que a vacina chinesa CoronaVac, produzida pelo laboratório da Sinovac. Além do mais, Fazeli disse que sem dúvida optaria pela droga russa, se tivesse a opção de escolher entre as duas.

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