Bolsonaro comete gafe no Chile, onde agradece ao 'povo venezuelano'

"Nossos irmãos venezuelanos merecem nossa preocupação e merecem ser lembrados em todo momento", disse o presidente brasileiro, num discurso de agradecimento pela recepção que teve no Chile, durante um almoço com cerca de 120 pessoas neste sábado no Palácio de la Moneda

Bolsonaro comete gafe no Chile, onde agradece ao 'povo venezuelano'
Bolsonaro comete gafe no Chile, onde agradece ao 'povo venezuelano' (Foto: Marcos Corrêa/PR)

247 - O presidente Jair Bolsonaro fala tanto em Venezuela que cometeu uma gafe neste sábado 23 durante um discurso no Chile. "Nossos irmãos venezuelanos merecem nossa preocupação e merecem ser lembrados em todo momento", disse, ao agradecer pela recepção que teve no país, durante um almoço com cerca de 120 pessoas neste sábado no Palácio de la Moneda.

Ele afirmou, ainda, que "nossos países não podem se deixar seduzir pela esquerda. A responsabilidade acima de tudo é de nossos países". "A América Latina deve agradecer a Deus e à vontade de muitos homens e mulheres que lutaram contra o socialismo", acrescentou, assegurando que todos os países "em conjunto estamos trabalhando para que o regime venezuelano deixe de existir".

Os dois presidentes assinaram uma declaração conjunta em que apelam por uma solução para a crise non país vizinho e, contrariando uma declaração recente feita pelo deputado Eduardo Bolsonaro, que defendeu o "uso da força" contra Nicolás Maduro, defendem uma solução pacífica para tirar o presidente venezuelano do poder. Leia abaixo na reportagem da Agência Brasil: 

Bolsonaro e Piñera rejeitam intervenção militar na Venezuela

Por Agência Brasil - s presidentes do Brasil, Jair Bolsonaro, e do Chile, Sebastián Piñera, reiteraram neste sábado (23) a intenção de buscar um acordo pacífico para encerrar a crise que atinge a Venezuela. Ambos rejeitaram a possibilidade de intervenção militar na Venezuela. Também apelaram para a realização de eleições no país vizinho e a preservação dos direitos humanos

"[Reiteramos] o firme compromisso de continuar trabalhando, no âmbito do Grupo de Lima, pela busca de uma saída democrática e pacífica para a crise venezuelana, rejeitando energicamente qualquer ação que implique o uso da violência, sobretudo a opção de intervenção militar", diz a declaração conjunta de ambos os presidentes.

Brasil, Chile, Estados Unidos e cerca de 50 nações apoiam Juan Guaidó, autodeclarado presidente da Venezuela, como líder legítimo do país. Guaidó fez um giro pela América do Sul e foi recepcionado por Bolsonaro e vários presidentes da região.

"[Reafirmamos] o compromisso de contribuir para restaurar a democracia na Venezuela, que requer a realização de eleições presidenciais livres e justas, conforme os padrões internacionais e sob observação internacional independente; a liberação de todos os presos políticos; e o fim da sistemática violação dos direitos humanos naquele país."

Piñera e Bolsonaro ressaltaram a necessidade de Maduro autorizar o envio de ajuda humanitária para a Venezuela. "[Insistimos] igualmente, na importância que o regime de Nicolás Maduro autorize a abertura de canal de ajuda humanitária que possa atenuar a grave escassez de remédios e alimentos naquele país."

Nicarágua

No texto, Bolsonaro e Piñera se referem também à crise na Nicarágua, que há mais de 11 meses vive protestos diários contra o governo de Daniel Ortega, nos quais os manifestantes denunciam violência e opressão por parte das autoridades públicas.

"[Acompanhamos] com prudente otimismo, a retomada de diálogo nacional amplo, plausível, transparente e representativo entre o governo da Nicarágua e a sociedade civil reunida na Aliança Cívica pela Justiça e Democracia."

Em seguida, a nota conjunta apela para Ortega dar o espaço devido às organizações internacionais para acompanhar o processo de negociação no país.

"[Queremos] instar o governo da Nicarágua a permitir que os mecanismos internacionais de direitos humanos retornem ao país, incluindo os da OEA [Organização dos Estados Americanos] e das Nações Unidas, e a fornecer as garantias necessárias para o cumprimento in situ de seus respectivos mandatos, de forma independente."

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