Bolsonaro tentará manter laços com Israel através de consultor dos EUA próximo a Bennett, diz mídia

Segundo diplomatas, existe um movimento estratégico do governo em manter boas relações com a nova chefia do Estado judeu. Inclusive, antes da derrota de Netanyahu, contato entre Brasil e equipe de Bennett já teria acontecido

Jair Bolsonaro e Benjamin Netanyahu, durante visita ao Muro das Lamentações
Jair Bolsonaro e Benjamin Netanyahu, durante visita ao Muro das Lamentações (Foto: Alan Santos/PR)
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Sputnik Brasil - Após um dia histórico para Tel Aviv como o de ontem (13), no qual Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro de Israel por 12 anos foi derrotado e substituído por Naftali Bennett, as repercussões internacionais da nova gestão começaram a apontar tendências.

Em relação ao Brasil, os desdobramentos dessa nova eleição já estão sob estratégia do governo federal, com diplomatas do Itamaraty declarando nesse domingo (13) que o presidente, Jair Bolsonaro, pretende entrar em contato nos próximos dias com Bennett, na tentativa de manter a aliança estratégica entre Brasil-Israel, de acordo com a CNN.

A mídia relata que antes mesmo da posse do novo primeiro-ministro, assessores do presidente brasileiro já mantinham contato com integrantes da equipe de campanha de Bennett, e que há uma aposta em George Birnbaum, consultor político norte-americano, para ajudar nessa ponte entre os países.

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Birnbaum é conselheiro político de Bennett e também foi de Netanyahu quando o ajudou a se eleger pela primeira vez há 25 anos atrás, segundo o The Jerusalem Post. De acordo com a mídia, o conselheiro influenciou o novo primeiro-ministro a se posicionar de forma neutra e independente, o que ajudou na vitória de Bennett.

"Eu sempre disse que você deve permanecer independente e manter suas opções em aberto. Você não pode negociar se mostrar suas cartas. [...] Ficar independente permitiu que Naftali negociasse a partir de uma posição de poder", disse Birnbaum em uma entrevista citada pela mídia.

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Após a derrota de Donald Trump nos Estados Unidos, Netanyahu se tornou uma das principais referências de Bolsonaro como um governo estrangeiro que apoia a sua gestão.

Sob esse contexto, nas palavras de diplomatas brasileiros, tornou-se tático que o presidente brasileiro se movimente neste momento para manter com Bennett uma aliança estratégica.

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