Bombardeio mata mais de 40 na Síria, dizem manifestantes

Cidade de Homs sofreu ataques pelo quinto dia seguido; nesta tera, o presidente Bashar Al Assad prometeu ao ministro russo que o governo colocaria fim violncia no pas e iniciaria um dilogo

Bombardeio mata mais de 40 na Síria, dizem manifestantes
Bombardeio mata mais de 40 na Síria, dizem manifestantes (Foto: Reuters)

Agência Brasil – A cidade síria de Homs está sendo bombardeada pelo quinto dia seguido. Os ataques à cidade podem ser os mais intensos até agora. Manifestantes disseram que pelo menos 40 pessoas morreram no bombardeio. Também há informações de violência nas cidades de Zabadani, a 30 quilômetros ao noroeste de Damasco, e Hama, que fica a 200 quilômetros ao norte da capital.

Nesta terça-feira, o presidente da Síria, Bashar Al Assad, havia prometido ao ministro das Relações Exteriores da Rússia, em um encontro em Damasco, que o governo colocaria fim à violência no país e daria início a um diálogo.

A Síria está cada vez mais isolada pela comunidade internacional devido à violência no país. A onda de violência começou depois de protestos contra o governo de Bashar Al Assad que tomaram as ruas das principais cidades do país, em março do ano passado.

No sábado, a China e a Rússia – que seguem aliadas ao governo sírio – vetaram uma resolução do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas que apoiava um plano da Liga Árabe, pedindo a renúncia de Al Assad.

Nesta terça-feira, governos do Golfo Árabe anunciaram que vão expulsar os embaixadores sírios de seus países e convocar seus diplomatas que estão em Damasco.

No início da semana, os Estados Unidos haviam fechado sua embaixada na Síria. Vários países europeus também estão retirando diplomatas da capital síria. O número de mortos no conflito entre homens do governo e manifestantes varia de acordo com diferentes contagens.

Grupos de direitos humanos dizem que 7 mil pessoas foram mortas por tropas do governo desde março. Já o governo diz que 2 mil integrantes das suas forças de segurança foram assassinados por ativistas.

A ONU interrompeu a contagem de mortos que fazia, alegando que é impossível averiguar dados com independência. O último dado divulgado pelas Nações Unidas, no mês passado, é que 5,4 mil pessoas haviam morrido.

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