Brasil ocupa 3ª posição em ranking de assassinatos de ambientalistas em 2019

Relatório anual da ONG Global Witness aponta que 212 ativistas ambientais foram assassinados em todo o mundo no ano passado, 24 deles no Brasil. Brasil ocupa a terceira posição no ranking de países que mais mataram ambientalistas, atrás apenas da Colômbia e das Filipinas

Paulo Paulino Guajajara, integrante de grupos conhecido como "guardiões da floresta", foi assassinado em novembro de 2019
Paulo Paulino Guajajara, integrante de grupos conhecido como "guardiões da floresta", foi assassinado em novembro de 2019 (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
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247 - O relatório anual da ONG Global Witness aponta que o Brasil ocupou a terceira posição no ranking de países que mais mataram ambientalistas ao longo de 2019. Segundo o documento, foram registrados 212 assassinatos de ativistas ambientais em todo o mundo, maior número registrado pelo relatório, 24 deles no Brasil.  

Em 2018, o Brasil ocupava a quarta posição no ranking, com o registro de 20 assassinatos . No ano passado, porém, o Brasil ficou atrás apenas da Colômbia e das Filipinas, que registraram 64 e 43 mortes, respectivamente. Ainda conforme o levantamento, 33 ativistas foram assassinados na região amazônica ao longo do ano passado. Cerca de 90% dos crimes registrado no Brasil aconteceram nesta região. 

De acordo com reportagem do blog Ambiência, as principais causas dos homicídios estão ligadas ao conflito de terras e grilagem. Em seguida aparecem questões ligadas a água, barragens e mineração. 

O documento também destaca que os assassinatos de ambientalistas ganharam impulso com as “políticas agressivas do presidente Bolsonaro para expansão do agronegócio e da mineração na Amazônia têm tido grave consequências para as populações indígenas”.

“O presidente está fazendo o possível para travar uma guerra contra os direitos humanos e o meio ambiente – exatamente o que os defensores da terra e do meio ambiente do Brasil estão lutando para defender”, complementa o texto. 

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