Brasil precisará investigar acusações de Moro se quiser entrar para a OCDE

O chefe do grupo de trabalho anticorrupção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Drago Kos, também questionou se as autoridades brasileiras terão liberdade para investigar o caso

(Foto: Reprodução | Marcos Corrêa/PR)
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247 - O chefe do grupo de trabalho anticorrupção da Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), Drago Kos, disse à Bloomberg que ficou "chocado" com a saída do ex-ministro Sergio Moro. 

Ele afirmou que o Brasil precisará investigar as acusações feitas por Moro de interferência de Jair Bolsonaro na Polícia Federal e questionou a liberdade que terão as autoridades para levar o caso adiante. "Quando você vê uma pessoa como Moro deixar o Ministério da Justiça, você sabe que algo está terrivelmente errado. No Brasil, eu encontrei com policiais, procuradores e especialistas muito qualificados que lidam com casos de corrupção. A pergunta agora é o quão livre eles estarão para fazer o seu trabalho?".

"Nossos estados membros são muito, muito rigorosos quando discutem adesões à OCDE. Por isso, espero que o Brasil use isso como uma oportunidade, mas se seguirem outro caminho, nossos estados membros saberão como lidar com isso. Nós queremos ter a certeza absoluta de que o Brasil não está retrocedendo", ressaltou Kos.

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