Brasileiro é reeleito diretor-geral da OMC

Em eleição realizada nesta terça-feira 28, os 164 países-membros da Organização Mundial do Comércio mantiveram Roberto Azevêdo no cargo por mais um mandato de quatro anos

Em eleição realizada nesta terça-feira 28, os 164 países-membros da Organização Mundial do Comércio mantiveram Roberto Azevêdo no cargo por mais um mandato de quatro anos
Em eleição realizada nesta terça-feira 28, os 164 países-membros da Organização Mundial do Comércio mantiveram Roberto Azevêdo no cargo por mais um mandato de quatro anos (Foto: Gisele Federicce)

247 – O brasileiro Roberto Azevêdo foi reeleito como diretor-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) nesta terça-feira 28. Mantido no cargo pelos 164 países-membros da organização, Azevêdo ficará agora à frente da OMC por mais um mandato de quatro anos.

"Garantir que as negociações comerciais sejam mais inclusivas para que os benefícios sejam amplamente compartilhados. Esse vai continuar sendo meu objetivo nos próximos anos", afirmou o brasileiro.

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Roberto Azevêdo é eleito para segundo mandato como diretor-geral da OMC

Ana Cristina Campos – O embaixador brasileiro Roberto Azevêdo foi reconduzido hoje (28) pelo Conselho Geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) para um segundo mandato de quatro anos como diretor-geral da instituição. O novo mandato tem início em 1º de setembro deste ano.

Roberto Azevêdo era candidato único. Para o Ministério das Relações Exteriores brasileiro (MRE), esse fato expressa o amplo reconhecimento dos membros da OMC à contribuição do diretor-geral para os resultados alcançados pela organização durante seu primeiro mandato (2013-2017).

Na Conferência Ministerial de Bali, em 2013, concluiu-se a negociação do Acordo de Facilitação de Comércio (AFC), o primeiro acordo multilateral celebrado pela OMC desde sua criação em 1º de janeiro de 1995. O acordo global para agilizar o comércio exterior entrou em vigor no último dia 22.

De acordo com a OMC, 110 países, o que equivale a dois terços dos membros do organismo, confirmaram a adesão ao AFC, número necessário para que entre em vigor.

A estimativa é que o acordo reduza os custos das operações comerciais em 14,3% em média e gere US$ 1 trilhão de comércio por ano. Desse total, US$ 730 bilhões serão gerados em países em desenvolvimento.

Ainda segundo o Itamaraty, na gestão de Azevêdo à frente da OMC, na Conferência Ministerial de Nairobi, em dezembro de 2015, chegou-se a entendimento histórico sobre o fim dos subsídios à exportação de produtos agrícolas.

"No dia 23 de janeiro último, entrou em vigor o Protocolo de Emenda ao Acordo de TRIPS (Acordo sobre Aspectos de Direitos de Propriedade Intelectual Relacionados a Comércio), que facilita as condições de acesso de países em desenvolvimento a medicamentos essenciais", acrescenta, em nota, o MRE.

O Itamaraty destaca que o Brasil apoiou "decididamente" a recondução ao cargo do diretor-geral da OMC "movido pelo reconhecimento de suas contribuições durante o primeiro mandato e pela convicção de que continuará a contribuir, em circunstâncias internacionais cada vez mais desafiadoras, para o fortalecimento do sistema multilateral de comércio".

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