“Bullying comercial não vai funcionar”, diz embaixador chinês

O embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, disse, por meio de um artigo que os EUA iniciaram uma guerra comercial ao darem o primeiro tiro contra a China ao sobretaxar em 25% produtos do país asiático no valor de US$ 34 bilhões; segundo ele, "se Pequim ceder ao bullying e adotar a política de apaziguamento, Washington não só buscará mais vantagens da China, como terá ainda menos inibição no trato com outros países. A China responderá à arbitrariedade norte-americana com paciência e firmeza, conclamando que os EUA mudem o curso de sua política"

“Bullying comercial não vai funcionar”, diz embaixador chinês
“Bullying comercial não vai funcionar”, diz embaixador chinês (Foto: José Cruz/ Agência Brasil)

247 - O embaixador chinês no Brasil, Li Jinzhang, disse, por meio de um artigo que os Estados Unidos iniciaram uma guerra comercial ao darem o primeiro tiro contra a China ao sobretaxar em 25% produtos do país asiático no valor de US$ 34 bilhões. Jinzhang observa, porém, que "a China foi obrigada a contra-atacar, ao anunciar a aplicação de medidas equivalentes sobre as importações norte-americanas. Além disso, na lista dos produtos sobretaxados, cerca de UUS$ 20 bilhões são produzidos por empresas estrangeiras na China, "ou seja, a guerra comercial é também um tiro no próprio pé dos EUA".

O embaixador também destaca que se todas as ameaças comerciais feitas pelos Estados Unidos forem levadas adiante, as estimativas de empresas de avaliação de risco e consultorias apontam que o crescimento mundial cairá em até 1 ponto percentual.

"Se Pequim ceder ao bullying e adotar a política de apaziguamento, Washington não só buscará mais vantagens da China, como terá ainda menos inibição no trato com outros países. A China responderá à arbitrariedade norte-americana com paciência e firmeza, conclamando que os EUA mudem o curso de sua política", afirma o embaixador.

"Diante do desafio antiglobalização, a China vai ampliar ainda mais sua abertura, em vez de fechar as suas portas. Estima-se que a China vá importar mais de US$ 24 trilhões em mercadorias nos próximos 15 anos", assegura Jinzhang.

"Em novembro próximo, a primeira Feira Internacional de Importação da China vai oferecer maior acesso ao mercado chinês. Na qualidade de convidado de honra, o Brasil vai incrementar a visibilidade e o embarque de seus produtos com vantagem comparativa. A China vai aplicar o conceito chinês de abertura e benefício mútuo para contrabalancear a política "America First" e, junto com os outros países, servir como estabilizador do sistema multilateral de comércio e defensor do novo processo de globalização", destaca.

Leia a íntegra do artigo.

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