Candidato muçulmano é favorito à Prefeitura de Londres

Candidato de oposição Sadiq Khan, do Partido Trabalhista, é o franco favorito para vencer a eleição de quinta-feira para a Prefeitura de Londres, depois de uma disputa marcada por tensões religiosas e acusações de racismo; Khan, filho de um motorista de ônibus, tem até 20 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário conservador, Zac Goldsmith; se vencer, ele sucederá o também conservador Boris Johnson e se tornará o primeiro muçulmano a comandar uma grande capital ocidental

Candidato de oposição Sadiq Khan, do Partido Trabalhista, é o franco favorito para vencer a eleição de quinta-feira para a Prefeitura de Londres, depois de uma disputa marcada por tensões religiosas e acusações de racismo; Khan, filho de um motorista de ônibus, tem até 20 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário conservador, Zac Goldsmith; se vencer, ele sucederá o também conservador Boris Johnson e se tornará o primeiro muçulmano a comandar uma grande capital ocidental
Candidato de oposição Sadiq Khan, do Partido Trabalhista, é o franco favorito para vencer a eleição de quinta-feira para a Prefeitura de Londres, depois de uma disputa marcada por tensões religiosas e acusações de racismo; Khan, filho de um motorista de ônibus, tem até 20 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário conservador, Zac Goldsmith; se vencer, ele sucederá o também conservador Boris Johnson e se tornará o primeiro muçulmano a comandar uma grande capital ocidental (Foto: Paulo Emílio)
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Reuters - O candidato de oposição Sadiq Khan, do Partido Trabalhista, é o franco favorito para vencer a eleição de quinta-feira para a Prefeitura de Londres, depois de uma disputa marcada por tensões religiosas e acusações de racismo.

Pesquisas mostram que Khan, filho de um motorista de ônibus, tem até 20 pontos percentuais de vantagem sobre seu adversário conservador, Zac Goldsmith, na corrida para a prefeitura de um dos principais centros financeiros do mundo. Se vencer, ele sucederá o também conservador Boris Johnson e se tornará o primeiro muçulmano a comandar uma grande capital ocidental.

A população de 8,6 milhões de habitantes de Londres está entre as mais diversificadas do planeta, e é raro que questões raciais sejam temas centrais na política britânica. Mas Goldsmith, com apoio do primeiro-ministro britânico, David Cameron, vem se concentrando há semanas na religião de Khan e em aparições do rival ao lado de lideranças muçulmanas radicais, e o acusa de dar "plataforma, oxigênio e cobertura" a extremistas.

Ex-advogado de direitos humanos, Khan afirma ter combatido o extremismo a vida toda e lamenta ter compartilhado um palco com oradores que mostraram ideias "abomináveis".

Khan, por sua vez, vem acusando Goldsmith, filho de um bilionário do setor financeiro e educado em escolas de elite, de recorrer a táticas semelhantes às do pré-candidato presidencial republicano Donald Trump para dividir os londrinos em temas religiosos, assim como de ser parte de uma elite econômica desconectada da realidade.

"Existe a possibilidade de haver pessoas que são quase inconscientemente desestimuladas (a votar em Khan) pelo racismo induzido... pessoas que não gostariam de dizer 'não vou votar em Sadiq Khan', mas que irão titubear na cabine de votação", disse Anthony Wells, diretor de pesquisas de opinião políticas e sociais do instituto YouGov.

O impacto, no entanto, não deve ser suficiente para dar a Goldsmith uma vitória surpreendente, afirmou.

"O único efeito da campanha de Zac Goldsmith é provavelmente o de aprofundar todos esses problemas de longa data que o Partido Conservador tem com o apelo aos eleitores de minorias étnicas", disse.

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