Caracas responsabiliza governo colombiano por rearmamento de ex-membros das FARC

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou nesta sexta-feira (30) o presidente colombiano, Iván Duque, de atuar contra os acordos de paz firmados há três anos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC)

Soldados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC).
Soldados das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). (Foto: REUTERS / Jose Miguel Gomez)
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Sputnik Brasil - O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, acusou nesta sexta-feira (30) o presidente colombiano, Iván Duque, de atuar contra os acordos de paz firmados há três anos com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC). 

O parecer venezuelano se dá após o anúncio da retomada da luta armada por parte de ex-membros do alto escalão da guerrilha, que travou uma sangrenta luta com as forças do governo colombiano por mais de cinco décadas, desde sua fundação, em 1964, até 2017.

A Venezuela rejeita a desfaçatez de Iván Duque, ao transferir para países terceiros e pessoas terceiras sua responsabilidade exclusiva no desmantelamento planejado dos processos de paz e no descumprimento dos compromissos assumidos.

Na última quinta-feira, o ex-número dois das FARC, Iván Márquez, anunciou através de um vídeo a decisão de abandonar o histórico acordo de paz com o governo colombiano e retornar à luta armada. Na gravação, o principal negociador do grupo nos diálogos com as autoridades nos últimos anos sugere que ele e os demais ex-comandantes do movimento teriam sido forçados a escolher esse caminho. 

De acordo com a chancelaria venezuelana, o culpado por essa situação seria o atual chefe de Estado colombiano. Ainda assim, Caracas afirma que está mantendo contatos com outros países envolvidos para levar as partes em conflito de volta à mesa de negociações.

"A Venezuela segue com preocupação a reativação iminente do conflito armado entre o governo colombiano e um grupo das FARC, e informa que está em consulta com o restante dos países acompanhantes e garantidores para que as partes voltem aos contatos", disse Jorge Arreaza nesta sexta-feira.

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