Caso Huawei: EUA fomentam uma iminente guerra tecnológica global, afirma Putin

O presidente russo Vladimir Putin disse que os esforços dos EUA para tirar a gigante de tecnologia chinesa Huawei do mercado global podem ser um sinal de que uma nova guerra tecnológica está chegando

Presidente russo
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O presidente russo Vladimir Putin disse que os esforços dos EUA para tirar a gigante de tecnologia chinesa Huawei do mercado global podem ser um sinal de que uma nova guerra tecnológica está chegando.

"Tome a situação em torno da empresa Huawei, por exemplo. Não há tentativas de desafiá-la, mas de forçá-la descaradamente a sair do mercado global", avaliou Putin ao público no Fórum Econômico Internacional de São Petersburgo nesta sexta-feira. 

"Em alguns círculos, até é chamada a primeira guerra tecnológica da próxima era digital", acrescentou. 

Washington há muito critica a Huawei e outra empresa chinesa de tecnologia, a ZTE, por supostas ligações com o governo chinês. Em maio, quando a guerra comercial entre Washington e Pequim se intensificou, a administração do presidente Donald Trump colocou na lista negra a Huawei, citando preocupações com a segurança nacional. 

Putin explicou ainda que as tentativas de monopolizar uma nova onda tecnológica por parte de alguns países dificultam a solução do problema da desigualdade global e levarão à desestabilização.  

Apesar das negações repetidas da Huawei sobre as acusações feitas por Washington, as principais empresas globais de tecnologia, como Google, Intel e Qualcomm, começaram a cortar seus laços com a empresa chinesa para cumprir a proibição dos EUA. A Huawei já entrou com uma moção em um tribunal dos EUA para derrubar a proibição de seus produtos, dizendo que foi alvo de "violação do devido processo legal".  A cruzada de Washington contra a empresa chinesa acontece quando as duas maiores economias do mundo estão envolvidas em uma disputa comercial, que resultou em tarifas de milhares de milhões em importações. 

A escalada mais recente fez com que os EUA aumentassem as tarifas para 25%, sobre US$ 200 bilhões em produtos chineses, e a China voltasse com tarifas de até 25% sobre 5.000 produtos dos EUA, no valor de US$ 60 bilhões.

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