Cem dias de protesto contra o racismo: polícia de Portland prende 27 em novos atos

A cidade do Oregon se tornou o epicentro de manifestações contra a violência policial nos Estados Unidos desde a morte de George Floyd, há três meses

Homem e mulher detidos pela polícia em Portland no dia 5 de setembro de 2020
Homem e mulher detidos pela polícia em Portland no dia 5 de setembro de 2020 (Foto: Carlos Barria/Reuters)
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Kanishka Singh (Reuters) - A polícia de Portland prendeu várias pessoas durante a noite de sexta-feira conforme a cidade do Estado norte-americano do Oregon chega a quase 100 dias de manifestações contra o racismo e a violência policial nos Estados Unidos.

A polícia prendeu 27 pessoas, a maioria delas sob acusação de interferência no trabalho da polícia ou de conduta desordeira após não cumprirem ordens para deixar a área onde se reuniam, e arremessarem objetos em direção aos policiais.

“Policiais começaram a fazer prisões direcionadas e em alguns casos pressionaram a multidão para trás para mantê-la fora das ruas”, de acordo com um comunicado à imprensa publicado no sábado.

Uma manifestante foi ferida na cabeça, disse a polícia.

As manifestações contra o racismo e a brutalidade policial se espalharam pelos Estados Unidos desde o assassinato de George Floyd, um homem negro de 46 anos, que foi morto em maio em Mineápolis após um policial se ajoelhar sobre seu pescoço por quase nove minutos.

Em Rochester, no estado de Nova York, cerca de mil manifestantes marcharam até o centro da cidade para protestar a morte de Daniel Prude, um homem negro que também morreu sob custódia policial. A polícia utilizou gás de pimenta para dispersar os manifestantes durante os protestos na noite anterior, de acordo com reportagens de veículos locais.

Portland se tornou o epicentro de manifestações, com protestos que se realizaram durante a noite pelos últimos três meses pedindo policiamento e reformas sociais.

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