Cepal diz que pobreza extrema aumenta na América Latina

Um total de 62 milhões de latino-americanos viviam em extrema pobreza em 2017, o que representa 10,2 por cento da população, informou nesta terça-feira (15) a Cepal ao apresentar em Santiago, Chile, o Relatório Social da América Latina 2018

Cepal diz que pobreza extrema aumenta na América Latina
Cepal diz que pobreza extrema aumenta na América Latina (Foto: © ARTURO PÉREZ ALFONSO/CUARTOS)

247, com Prensa Latina - Um total de 62 milhões de latino-americanos viviam em extrema pobreza em 2017, o que representa 10,2 por cento da população, informou nesta terça-feira (15) a Cepal ao apresentar em Santiago, Chile, o Relatório Social da América Latina 2018.

De acordo com o documento, divulgado por Alícia Bárcena, diretora geral da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), esse índice é o maior desde 2008, enquanto a taxa geral de pobreza permaneceu estável naquele ano na região.

Ao analisar as estatísticas, Bárcena afirmou que a região avançou entre a década passada e a metade da atual, mas a partir de 2015 há um revés, principalmente naqueles que vivem na maior miséria.

Sobre esse assunto, considerou que os governos deveriam promover políticas públicas complementares de proteção social e inclusão trabalhista e renda redistributiva para enfrentar essa situação.

O documento da Cepal ressalta que, para avançar na direção de níveis crescentes de participação nos benefícios do desenvolvimento e no exercício dos direitos, é necessário progredir simultaneamente na inclusão social e na inclusão do trabalho da população por meio de políticas ativas, o que se conhece como uma dupla inclusão.

No entanto, cerca de 40% da população ocupada na América Latina recebe renda abaixo do salário mínimo estabelecido por seu país e essa proporção é muito maior entre as mulheres (48,7%) e entre os jovens de 15 a 24 anos. (55,9).

O relatório conclui que é necessário aplicar simultaneamente políticas trabalhistas e de inclusão social com sistemas de proteção para erradicar a pobreza e reduzir as desigualdades, com uma abordagem de igualdade que leve em conta os setores menos favorecidos, como os jovens, as mulheres, indígenas e pessoas com deficiência.

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