Chanceler chinês diz que cooperação do Brics é opção estratégica

A ascensão dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento, representados pelos países do Brics, promoveu um mundo mais multipolar, disse na sexta-feira (26) o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi

China, chanceler Wang Yi
China, chanceler Wang Yi (Foto: Xinhua)

Xinhua - A ascensão dos mercados emergentes e dos países em desenvolvimento, representados pelos países do Brics, promoveu um mundo mais multipolar, disse na sexta-feira (26) o conselheiro de Estado e ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi.  

Na Reunião Formal dos Ministros das Relações Exteriores do Brics, realizada no Rio de Janeiro na semana passada, Wang também disse que a cooperação do Brics não é uma solução temporária para os cinco países mas uma escolha estratégica que se concentra no desenvolvimento comum e de longo prazo e tem perspectivas brilhantes.  

Os cinco países são Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.  

Wang disse que, independentemente das mudanças no panorama internacional, o rumo da cooperação do Brics não deve mudar. 

Diante dos novos desafios, os cinco países devem permitir que suas vozes sejam ouvidas, oferecer mais soluções para os assuntos mundiais urgentes e desempenhar um maior papel em assuntos mundiais.  

Wang assinalou que o unilateralismo prejudica as regras internacionais e desafia o Estado de direito internacional, o que exacerba a instabilidade e a incerteza do mundo.  

Os países do Brics devem assumir a liderança no empenho para manter o multilateralismo e defender o sistema de governança mundial com a ONU no núcleo e sob o direito internacional.  

Além disso, o bloco deve defender o sistema de comércio multilateral representado pela OMC e proteger os interesses comuns e o espaço de desenvolvimento do mercado emergente e países em desenvolvimento, disse.  

Os cinco países devem continuar conjuntamente integrando os interesses de outros países do mercado emergente e dos países em desenvolvimento através de flexíveis e diversas plataformas, como o "Brics Plus".  

Na reunião, todos os cinco ministros das Relações Exteriores concordaram em defender os propósitos e princípios da Carta da ONU, defender o multilateralismo e o livre comércio, opor-se ao unilateralismo e protecionismo, fortalecer a governança mundial, e construir uma comunidade com um futuro compartilhado para a humanidade.  

Eles concordaram que os assuntos regionais em destaque devem ser resolvidos por diálogo e consulta e que a cooperação do Brics deve beneficiar os povos dos cinco países.  

Os ministros das Relações Exteriores também concordaram em manter a vigilância sobre os assuntos de cibersegurança e expressaram a oposição ao uso de cibersegurança para suprimir o desenvolvimento de ciência e tecnologia em outros países. 

Eles concordaram em trabalhar para um ambiente aberto e não discriminatório para a aplicação da tecnologia da informação.  Os chanceleres encarregaram-se do trabalho preparatório para a Cúpula do Brics que será realizada em Brasília em novembro.

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