Chanceler iraniano rejeita reunião com Trump apesar de ameaças de sanções

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohammad Javad Zarif, confirmou nesta segunda-feira (5) que recebeu um convite para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua recente estada em Nova York, e que sua rejeição ao mesmo se traduziu em sanções impostas por Washington

Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif
Chanceler do Irã, Mohammad Javad Zarif (Foto: REUTERS/Carlo Allegri)

EFE - O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, confirmou nesta segunda-feira (5) que recebeu um convite para se reunir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante sua recente estada em Nova York, e que sua rejeição ao mesmo se traduziu em sanções impostas por Washington.

"Na viagem a Nova York, me disseram que me sancionariam dentro de duas semanas a menos que aceitasse o convite, que felizmente não aceitei", disse o chefe da diplomacia iraniana em entrevista coletiva.

Zarif explicou que o senador republicano Rand Paul foi o responsável por fazer o convite, algo que já tinha sido antecipado pelo jornal "New Yorker", mas que não foi confirmado por Washington.

Trump empreendeu uma política de "máxima pressão" contra o Irã, mas, ao mesmo tempo, continua insistindo que gostaria de dialogar com as autoridades iranianas.

O ministro iraniano participou em Nova York em meados de julho do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas, mas as autoridades americanas restringiram seus movimentos à sede da organização internacional e à residência do embaixador iraniano.

Pouco depois, em 31 de julho, o governo dos EUA decidiu sancionar Zarif por encarregar a implementação de uma "agenda imprudente" da teocracia islâmica no mundo e ser "cúmplice" de suas "atividades malignas".

A respeito, Zarif reiterou nesta segunda-feira que sancionar um ministro de Relações Exteriores de um país significa "o fracasso no diálogo e na diplomacia".

Zarif, chanceler do Irã desde 2013, liderou a delegação iraniana nas negociações do pacto nuclear, assinada pela República Islâmica e seis grandes potências com o objetivo de limitar o programa atômico iraniano em troca da suspensão de sanções.

Os EUA se retiraram em 2018 de modo unilateral desse acordo e voltaram a impor sanções econômicas ao Irã

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