Chanceler venezuelano denuncia na ONU hostilidade dos EUA

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, realiza nesta quinta-feira (25) uma agenda de reuniões na sede da ONU em Nova York, para denunciar a crescente hostilidade dos Estados Unidos; na véspera, ele participou no evento de alto nível da Assembléia Geral dedicado ao Dia Internacional do Multilateralismo e Diplomacia pela Paz, quando denunciou que os Estados Unidos tentam minar os direitos de seu país como membro da ONU e se referiu às numerosas ações hostis de Washington

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Prensa Latina - O ministro das Relações Exteriores da Venezuela, Jorge Arreaza, realiza nesta quinta-feira (25) uma agenda de reuniões na sede da ONU em Nova York, para denunciar a crescente hostilidade dos Estados Unidos.

Na quarta-feira, Arreaza reuniu-se com o secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, e discutiu questões como a defesa do multilateralismo e da diplomacia da paz.

Segundo Arreaza, houve um grande entendimento sobre questões essenciais sobre a Venezuela e a região da América Latina.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores também se reuniu com seu colega iraniano Mohammed Javad Zarif, intercambiando experiências na abordagem de medidas unilaterais dos EUA e nos esforços pelo multilateralismo, a fim de garantir a paz e a segurança internacionais.

O encontro aconteceu após sua participação no evento de alto nível da Assembléia Geral dedicado ao Dia Internacional do Multilateralismo e Diplomacia pela Paz.

Arreaza denunciou perante as Nações Unidas que os Estados Unidos tentam minar os direitos de seu país como membro da ONU, e se referiu às numerosas ações hostis de Washington.

Ele também lembrou que o presidente dos EUA, Donald Trump, usou a ONU para anunciar medidas coercitivas unilaterais contra a Venezuela e outros países.

Recentemente, acrescentou Arreaza, o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, tentou usar o Conselho de Segurança para impor medidas unilaterais e a ditadura dos EUA na ONU, dando ordens aos governos para expulsar um país membro e de pleno direito como a Venezuela.

Desta forma, enfatizou, Washington se põe à margem dos princípios e propósitos da ONU, uma organização que não deve ser usada para tratar de questões bilaterais ou para intervir nos assuntos de outros países.

A ONU também não deveria ser usada para designar ilegalmente representantes do governo, referindo-se ao apoio dos EUA e outras potências ocidentais a Juan Guaidó, chefe de um parlamento em desacato constitucional que se autoproclamou presidente encarregado da Venezuela.

O ministro venezuelano das Relações Exteriores destacou que alguns querem quebrar o multilateralismo.

Igualmente, Arreaza expressou solidariedade com Cuba, um país que, segundo ele, é o tema de 'leis ressuscitadas' para reforçar e fortalecer o bloqueio de mais de 60 anos imposto pelos Estados Unidos.

Por esta razão, o chanceler bolivariano enfatizou a necessidade urgente de promover, defender e fortalecer o multilateralismo, de acordo com os princípios da Carta das Nações Unidas e as normas do direito internacional.

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