Chefe da CIA teria advertido Moscou das consequências de Rússia estar ligada à "síndrome de Havana"

O chefe da Agência Central da Inteligência dos Estados Unidos, William Burns, teria advertido a Rússia sobre envolvimento com os supostos ataques acústicos, que teriam provocado a chamada síndrome de Havana

www.brasil247.com - William J. Burns
William J. Burns (Foto: Tom Williams/Pool via REUTERS)
Siga o Brasil 247 no Google News

Sputnik - O chefe da Agência Central da Inteligência (CIA, na sigla em inglês), William Burns, teria advertido a Rússia sobre as consequências de o país estar ligado aos supostos ataques acústicos, ou seja, à chamada "síndrome de Havana". William Burns teria feito esse aviso durante sua visita recente a Moscou, onde ele discutiu o assunto com altos funcionários das agências de inteligência russas, de acordo com o Washington Post.

"Ele [William Burns] lhes disse que causar danos cerebrais sérios e outras doenças debilitantes aos diplomatas norte-americanos e membros de suas famílias ultrapassa os limites de comportamento aceitável para um serviço de inteligência profissional", segundo a mídia.

O aviso não significa que Washington acuse Moscou de tais atividades, mas o fato de Burns ter feito tal advertência significa que a CIA está preocupada com o possível envolvimento do Kremlin no assunto, destaca o jornal.

PUBLICIDADE

Moscou refutou várias vezes as acusações de qualquer envolvimento em supostos incidentes de ataques acústicos.

Uma doença desconhecida, a chamada "síndrome de Havana", foi registrada pela primeira vez entre os diplomatas norte-americanos em Cuba em 2016.

PUBLICIDADE

No fim desse ano, diplomatas e funcionários norte-americanos começaram a ouvir sons estranhos e a experimentar sensações físicas que supostamente resultaram em alterações auditivas, de equilíbrio e cognitivas.

Os relatos da doença surgiram mais tarde na China em 2018. Os sintomas incluíram ouvir um "ruído direcional agudo", experimentar pressão na cabeça, náuseas, tonturas e confusão mental. Depois de ouvir os sons, os diplomatas teriam sofrido ansiedade prolongada.

PUBLICIDADE

Ao total, cerca de 200 diplomatas apresentaram sintomas de doença, que ainda não tem explicação.

O conhecimento liberta. Saiba mais. Siga-nos no Telegram.

A você que chegou até aqui, agradecemos muito por valorizar nosso conteúdo. Ao contrário da mídia corporativa, o Brasil 247 e a TV 247 se financiam por meio da sua própria comunidade de leitores e telespectadores. Você pode apoiar a TV 247 e o site Brasil 247 de diversas formas. Veja como em brasil247.com/apoio

Apoie o 247

Comentários

Os comentários aqui postados expressam a opinião dos seus autores, responsáveis por seu teor, e não do 247

PUBLICIDADE

Cortes 247

PUBLICIDADE
WhatsApp Facebook Twitter Email